IPÊS EM FLORAÇÃO

Por Paulo Castelo Branco

Entramos na época da floração dos ipês, época de beleza que impressiona brasilienses e visitantes.

O nosso turismo, que seria voltado para a originalidade do Plano Piloto e passeios cívicos, trouxe muito mais com os eventos religiosos e musicais e, há algum tempo, com o espetáculo da natureza.

Durante 40 anos, Ozanam Coelho, da Novacap, paisagista que gostava mesmo é de ser chamado de jardineiro, decidiu plantar grama e árvores de várias espécies. A grama foi pegando, e as árvores se multiplicando. Moradores entusiasmados com frutos e sombra, plantaram de tudo: Mangueiras, amoreiras, abacateiros, goiabeiras e, hoje, a terra seca e roxa produz alimentos de origens diversas. Dizem que até baobá, árvore milenar africana, floresce na Asa Norte. Temos palmeiras imperiais, teca e outras tantas que são trazidas de fora e plantadas por aqui.

Ozanam, há alguns anos, começou a fazer jardins pela cidade, os quais são regados frequentemente e resistem à época da seca. Depois decidiu plantar os ipês; roxo, rosa, branco e amarelo que hoje, adultos, orgulham os brasilienses e enaltecem a criatividade do jardineiro cearense que aqui chegou plantando sonhos.

No Japão, a floração das cerejeiras leva milhares de turistas para verem e fotografarem as flores que caem em poucos dias, mas que são atração imperdível. Em Dubai foi criado um imenso jardim de flores que, também, se transformaram em atração, encantando gente de vários países.

Por aqui, moradores cuidam das suas mudas de ipê com esmero e disputam qual exemplar é o mais bonito. A floração das árvores plantadas por Ozanam, por serem mais antigas e bem adubadas no plantio, por enquanto, sobressaem entre tantas.

Nesses dias, os tipos de ipês roxo e rosa, espalhados nos nossos caminhos, já deram o ar da graça, despontando nas vias e nas quadras.

Em poucos dias, a mais radiante das espécies, o amarelo, irá florescer e transformar a cidade em um imenso tapete dourado. Essa árvore florida se juntou ao urbanista Lúcio Costa e às obras de Oscar Niemeyer, levando a Capital da Esperança de Juscelino Kubistchek aos reconhecimentos de uma das mais belas cidades do mundo.

O Governo do Distrito Federal poderá ter como meta transformar a cidade “Sol Nascente” em uma floresta de ipês para concorrer com as cerejeiras japonesas, criando laços de amizade entre o nosso “Sol Nascente” e alguma das cidades japoneses em que as cerejeiras brotam e encantam a todos.

Fico imaginando, se continuarmos plantando árvores, o barro vermelho dos primeiros tempos será totalmente transformado em parte de nossa floresta desejada por povos de outros continentes.

Brasília, 01 de julho de 2019.

Paulo Castelo Branco – Para SOS Brasília.

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