Laísa Lopes: AERÓDROMO BOTELHO USUÁRIOS PEDEM ENCONTRO COM IBANEIS

Após reintegração da Terracap usuários do aeródromo Botelho pedem reunião com governador Ibaneis. A reclamação dos usuários do espaço e donos de hangares é que não houve um acordo que fosse bom para todas as partes envolvidas

Laísa Lopes/SOS Brasília

Desde 2010, o aeródromo Botelho é utilizado para abrigar aeronaves e também, realizar pousos e decolagens. Mas o espaço não é usado apenas pelos donos de hangares. Senadores, deputados, polícias Federal e Civil, Bombeiros e até Funai fazem uso constante o local.

Segundo a Terracap, o espaço em que se localiza o aeródromo é uma área invadida e os hangares não possuem alvará de funcionamento. A briga judicial ocorre desde 2014, mas foi em agosto desse ano que a Terracap fez a completa reintegração do local. Porém, os donos e usuários do aeródromo afirmam que possuem um contrato de concessão e que a administração de São Sebastião liberou a construção da pista de pouso.

Marconi de Souza concede entrevista a Laísa Lopes, do SOS BRASILIA

Os empresários ainda afirmam que não existe outro aeroporto executivo e que fica inviável guardar as aeronaves, bem como pousar e decolar no aeroporto JK, pois os custos são altos. No aeródromo Botelho, cada dono de hangar paga mensalmente R$350 reais, e eles não cobram taxas de quem utiliza a pista de pouso, como personalidades do governo. Outro receio seria o valor cobrado pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), que pode se igualar as taxas cobradas no aeroporto Juscelino Kubitschek, ou de até 4 vezes mais o valor que eles pagam no Botelho.

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Foto: Sarkis

Marconi de Souza, empresário e dono de hangar, acredita que amadores da aviação estão sendo prejudicados e foram surpreendidos quando chamados de invasores. “Estamos aqui de boa fé e fizemos uma estrutura que governos anteriores não fizeram. Gostaríamos de ser recebidos pelo governador Ibaneis Rocha, para buscarmos uma condição de equilíbrio, onde não haja vencedores e nem perdedores”.

O empresário destaca ainda que o aeródromo emprega cerca de 200 pessoas e que nunca houve nenhum acidente no local. Além das instalações terem sido construídas sem dinheiro público.

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Foto: Metrópoles

O aviador Ubiratan possui uma escola de pilotagem no local e diz estar sendo prejudicado com essa decisão. “No momento não estamos sendo procurados por alunos, pois ninguém sabe o que vai acontecer daqui para frente”, conclui o professor.

O Aeródromo Botelho possui 119 hangares que abrigam cerca de 260 aeronaves. A área total é de 977 hectares, e o aeródromo ocupa 80.

História do local

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Foto: Arquivo Wikimapia

Nos anos 80, o produtor José Ramos Botelho comprou o terreno, que fica as margens da DF-251, há 25 minutos do centro de Brasília, para atividades rurais. Nos anos 2000, a família construiu e registrou uma pista de pouso para uso próprio. No entanto, a demanda de aeronaves aumentou, e a estrutura foi ampliada e a pista de pouso e decolagem expandida.

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Foto: Wikimapia

Atualmente, a pista tem cerca de 1.500 metros de comprimento e 23 metros de largura.

Laísa Lopes é jornalista, especial para SOSBRASILIA.COM.BR

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Uma resposta

  1. O que os usuários/empresários não sabem é que existe uma divisão em categorias de aeroportos de acordo com sua capacidade e demanda. Jamais os valores praticados serão igualados ao Aeroporto JK. O terreno pertence à Terracap e esta decidiu regulamentar seu uso para depois vender a iniciativa privada.

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