Polícia prende assaltante que se passava por policial para cometer crimes no DF

Suspeito de 19 anos é o 6º detido na operação. Segundo a polícia, organização criminosa praticava roubos a comércios e residências.

Assaltantes são flagrados por câmera de segurança em posto de combustíveis na quadra 111 da Asa Sul, em Brasília  — Foto: Divulgação/PCDF
Assaltantes são flagrados por câmera de segurança em posto de combustíveis na quadra 111 da Asa Sul, em Brasília — Foto: Divulgação/PCDF

A Polícia Civil prendeu mais um suspeito de integrar a organização criminosa que se passava por policiais para praticar assaltos no Distrito Federal. Wender Coimbra Júnior, de 19 anos, foi detido em Samambaia, nesta segunda-feira (7), após duas semanas foragido.

A operação que desarticulou a quadrilha foi deflagrada no dia 24 de setembro. Desde julho, cinco pessoas foram presas. As investigações apontam que eles cometeram uma série de roubos e latrocínios – roubo seguido de homicídio – em comércios e residências no DF.

Antes das prisões, os agentes já investigavam o grupo há seis meses. Segundo a polícia, as pistas surgiram após a prisão de Mateus Lopes Gadelha, de 21 anos. Ele é suspeito de homicídio e guardava, em casa, camisas com o símbolo da Polícia Civil e algemas.

Segundo a polícia, o suspeito confessou que o grupo roubou mais de R$ 50 mil em assaltos realizados no mesmo dia. O local escolhido para cometer os crimes era selecionado pela namorada dele, Amanda Cristina Aguiar Lopes, de 21 anos, que também foi detida. Veja abaixo relação de presos:

  • Mateus Lopes Gadelha, 21 anos
  • Amanda Cristina Aguiar Lopes, 21 anos
  • Diego Ângelo Silva Martins, 27 anos
  • Rodrigo dos Santos de Holanda, 34 anos
  • Diego Jacobina de Oliveira, 21 anos
  • Wender Pereira Coimbra Júnior, de 19 anos
Operação Fausse Police investiga assaltantes que cometia crimes vestidos de policiais   — Foto: Divulgação/Polícia Civil
Operação Fausse Police investiga assaltantes que cometia crimes vestidos de policiais — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Ostentação

A investigação aponta que os criminosos tinham o hábito de filmar os assaltos. Nos celulares apreendidos pela polícia, há vídeos dos integrantes usando máscaras e segurando armas e bolos de dinheiro.

O foco da quadrilha eram cofres. Ao longo da investigação, a polícia conseguiu identificar o envolvimento do grupo em outros assaltos, dessa vez, sem o uso do uniforme da Polícia Civil.

Entre os casos, está o roubo a um posto de combustível localizado na quadra 111 Sul, em julho deste ano. Na época, ao se passar por clientes, os assaltantes levaram R$ 14 mil em cigarros e R$ 350 que estavam no caixa.

Imagens gravadas no momento do crime mostram quatro bandidos chegando numa picape. Depois de encherem o tanque, eles descem do veículo e um deles já puxa o frentista pela camisa. As vítimas são levadas para a área de troca de óleo até que os criminosos roubam dinheiro e materiais.

Cronologia dos crimes

A Polícia Civil mapeou alguns crimes praticados pelos membros do grupo em diversas regiões do Distrito Federal e mostrou uma frequência de, pelo menos, três ocorrências ao mês. Outros casos estão em investigação. Veja:

  • Taguatinga Norte

No dia 24 de junho, cinco integrantes participaram de um assalto na QNJ 46, em Taguatinga Norte. Na abordagem, os ladrões se passaram por policiais. Eles levaram R$ 1,5 mil em dinheiro da vítima.

  • Samambaia

Em 26 de junho, o grupo praticou um assalto a uma casa localizada na QR 205, em Samambaia Norte. Os criminosos levaram R$ 20 mil e dois celulares das vítimas. O crime contou com a participação de três integrantes.

  • Taguatinga Sul

Se passando por policiais civis, armados, dois integrantes do grupo tentaram entrar em uma residência na QSC 19 em Taguatinga Sul. As vítimas se recusaram a abrir a porta da casa, e em seguida os criminosos atiraram contra elas, que não foram atingidas. O caso foi registrado como tentativa de latrocínio.

  • Asa Norte

Um posto de combustíveis foi roubado no dia 29 de julho. Quatro membros do grupo se passaram por clientes. A quadrilha levou mercadoria avaliada em R$ 13,2 mil, e R$ 370 em dinheiro.

Fonte: Mara Puljiz e Carolina Cruz, TV Globo

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