Lino Tavares: URUBU ENGOLIDO PELO PEIXE E RAPOSA ENTRA NA TOCA DA “SEGUNDONA”

Por Lino Tavares 

Campeão brasileiro se despede levando 4 a 0. Cruzeiro cai para a série B como era esperado

Campeão brasileiro se despede levando 4 a 0. Cruzeiro cai para a série B como era esperado

Sem dúvida o futebol é um esporte deveras surpreendente. O radialista Benjamim Wright foi muito feliz quando declinou pela vez primeira a frase “O futebol é uma caixinha de surpresas”,  tantas vezes repetida por seu colega Luiz Mendes a partir da Copa de 1954, na Suíça.  Quem poderia imaginar que a maior surpresa dos jogos de encerramento do Brasileirão deste ano fosse ser representada por uma goleada de 4 a 0 sofrida pelo Flamengo diante do Santos. na Vila Belmiro. Não tivesse o rubro-negro carioca barbarizado nessa temporada futebolística, ganhando a Copa Libertadores e o campeonato brasileiro num intervalo inferior a 24 horas, o revés contundente que sofreu diante do Peixe até poderia ser encarado como um desses tropeços ocasionais que acontecem com qualquer time, por mais categorizado que seja.  Mas em se tratando do Flamengo de Jorge Jesus, um técnico que gosta de ganhar todas, fica muito difícil absorver o alarmante revés flamenguista como um fato corriqueiro do cotidiano do esporte bretão.  É claro que, embora inusitada, essas goleada sofrida pelo campeão brasileiros  não diminui em nada o mérito da conquista, que foi sobeja sob todos os aspectos, deixando um saldo altamente positivo tanto na matemática dos pontos quando no nível futebolísticos apresentado ao longo da competição. Não dá para negar contudo que esse placar maiúsculo adverso, na despedida do certame, deslustra, ainda que de forma pálida, o brilho dessa fantástica conquista até então imune à menor tentativa de reparo.   Após a goleada de 6 a 1, que o Flamengo aplicou no Avaí na penúltima rodada do campeonato, classifiquei o fato como expressão de lógica, pois se tratava de um confronto entre o campeão e o lanterna do Brasileirão, distanciados na tabela por uma abismal margem de pontos.  Falei também que o time de Jorge Jesus só precisava vencer o Santos, nessa 38º e última rodada, para deixar sacramentada de forma incontestável sua superioridade sobre os mais próximos seguidores do G-4, haja vista que tinha provado isso, vencendo o Palmeiras e o Grêmio.  Mas ele não venceu. Pelo contrário, perdeu e, o que é pior,  de goleada, algo que a priori pode parecer coisa insignificante, já que nada decidia,  mas que no contexto geral da festa da conquista do título mexe com os brios do time e da torcida , pela forma surpreendente como aconteceu.  O placar desastroso adverso não altera a noção de grandeza futebolística despertada pelo Flamengo em função dos títulos  merecidamente conquistados, mas pode ser visto como um sinal de alerta, chamando a atenção da treinador do time para a necessidade de uma revisão técnica e psicológica no grupo, com vistas à disputa do Mundial de clubes, que vem aí.  Se houve alguma surpresa positiva nesses jogo de encerramento do Brasileirão 2019. arrisco atribuí-la  à ótima apresentação do time alternativo do Grêmio, integrado de jovens atletas oriundos da base, que enfrentou o Goiás de igual para igual no Serra Dourada. A derrota por 3 a 2 diante do time goiano me pareceu injusta para o Grêmio, tanto em função do maior volume de jogo apresentado quanto em razão do gol mal anulado de Isaque, que estava na mesma linha do zagueiro quando recebeu a bola e não em situação de impedimento, como interpretou a arbitragem com o auxílio do VAR.   Menos ruim para o time de Renato que aquela possibilidade de perder o lugar no G-4, com um dinheirinho a menos no final do campeonato – de que falei no comentário anterior – não se concretizou, uma vez que o Athletio Paranaense não foi além do empate em 0 a 0, diante do lanterna Avaí, na Ressacada.  Os demais resultados estiveram na faixa da normalidade. Destaque para a vitória do Inter de Zé Ricardo, de virada, diante do Galo por 2 a 1, que representou uma despedida feliz para a sofrida torcida colorada, que viu seu time pular da 8ª para a 7ª colocação na tabela, já que o Corinthians acabou sendo batido pelo Fluminense também por 2 a 1.  Finalmente, fica o registro do histórico rebaixamento do Cruzeiro, como já era de certo modo esperado, que deu adeus ao Brasileirão de forma melancólica, perdendo para o Palmeiras no Mineirão por 2 a 0, restando-lhe como consolo nessa derrota o fato de saber que, mesmo que tivesse vencido o visitante paulista , não teria escapado da “degola”, já que o Ceará empatou com o Botafogo no Engenhão em 1 a 1.  

Fale com nosso colunista,Lino Tavares: [email protected] – whatsApp (55)981032575 

Foto: UOL  

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