Lua cheia desta sexta-feira, 13, é a última do ano; veja fotos no DF

Fotógrafo registrou lua cheia na noite de quinta-feira, na região de Águas Claras — Foto: Leo Caldas/ Arquivo pessoal

Melhor horário para observação é durante o nascer do astro, por volta das 20h. Esta é segunda vez, em 2019, em que uma sexta-feira 13 tem lua cheia.

Por Nicole Angel*

Fotógrafo registrou lua cheia na noite de quinta-feira, na região de Águas Claras — Foto: Leo Caldas/ Arquivo pessoal

Fotógrafo registrou lua cheia na noite de quinta-feira, na região de Águas Claras — Foto: Leo Caldas/ Arquivo pessoal

A última lua cheia do ano pode ser vista no céu desta sexta-feira (13). É a segunda vez, em 2019, que uma sexta-feira 13 é noite de lua cheia – a anterior, foi em setembro.

A lua cheia de dezembro também marca o início do verão no hemisfério sul, onde fica o Brasil. Segundo o astrônomo Marcelo Domingues, o melhor horário para observar o astro é, mais ou menos, às 20h09 (horário de Brasília), quando ela nasce no horizonte.

“Quem puder observar em um local com horizonte aberto e sem nuvens verá um belo espetáculo.”

Lua cheia nascendo na noite de quinta-feira (12), na região de Águas Claras, no DF

Lua cheia nascendo na noite de quinta-feira (12), na região de Águas Claras, no DF

O fotógrafo astronômico Leonardo Caldas registrou o nascimento da lua na quinta (12), na região de Águas Claras. Ela surgiu no céu por volta das 19h (veja vídeo acima).

O astrônomo Marcelo Domingues explica que a lua cheia “oficial” só ocorre quando ela está 100% iluminada pelo Sol, o que aconteceu na quinta. Nesta sexta (13), ela estará iluminada em 99%.

“Porém podemos considerá-la na fase cheia alguns dias antes e depois dela alcançar os 100%.”

Isso quer dizer que quem olhar para o céu, até domingo (15), poderá prestigiar o espetáculo.

Mais eventos celestiais

Nesta sexta também acontece a chuva de meteoros Geminídeas. O evento é considerado pelos astrônomos uma das mais espetaculares chuvas de meteoros do calendário espacial.

  • A Geminídeas acontece uma vez por ano na Terra, pelo meio de dezembro. Isso porque é neste mês que, normalmente, o planeta – em sua trajetória ao redor do Sol – está cruzando a órbita do asteroide 3200 Faetonte, onde há milhares de pequenas rochas e destroços de asteroides.

Ao cruzar essa região, os detritos entram na atmosfera da Terra. Se o céu estiver limpo, é possível ver até 120 “estrelas cadentes” por hora no céu, no momento de pico do fenômeno.

Você conhece as chuvas de meteoros que compõem o calendário espacial? Ainda dá tempo de tentar ver uma delas: a Geminídeas — Foto: Getty Images via BBC

Você conhece as chuvas de meteoros que compõem o calendário espacial? Ainda dá tempo de tentar ver uma delas: a Geminídeas — Foto: Getty Images via BBC

No DF, os observadores terão que torcer para que a chuva de meteoros não seja prejudicada pela tradicional, de água, que impede que o fenômeno seja observado. “O problema da chuva de meteoros desse ano é que ela acontece exatamente junto com a lua cheia, o que prejudica a visibilidade dos dois fenômenos”, explica Marcelo Domingues.

  • A chuva de meteoros já começou, mas terá seu pico por volta das 23h (em Brasília) desta sexta. Será nesse momento em que o chamado radiante, o ponto de onde os meteoros parecem estar vindo, estará bem alto no céu para quem mora na região Sudeste do Brasil.
Céu iluminado durante chuva de meteoros da constelação de Gêmeos (Gemínideas) em Zagorie, na Bielorrússia, na noite de quarta-feira (13)  — Foto: Sergei Grits/ AP

Céu iluminado durante chuva de meteoros da constelação de Gêmeos (Gemínideas) em Zagorie, na Bielorrússia, na noite de quarta-feira (13) — Foto: Sergei Grits/ AP

“Infelizmente, a lua cheia vai bloquear parte da luz da maioria dos meteoros das Geminídeas neste ano”, lamenta Domingues. Mas, dependendo das condições meteorológicas e do quão livre de poluição luminosa for o local em que você estiver, pode ser possível ver até 20 estrelas cadentes por hora, afirmam os astrônomos.

*Sob supervisão de Maria Helena Martinho

Fonte: G1/DF

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