Medidas preveem renegociação de aluguéis, exames em servidores e liberação de recursos para Saúde. É primeira vez que Casa realiza sessões remotas.
Por Carolina Cruz, G1 DF
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24 de março – sessão remota na Câmara Legislativa do Distrito Federal — Foto: Carlos Gandra/CLDF
Pela primeira vez na história, a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) tem realizado sessões remotas pela internet. Em meio à pandemia do novo coronavírus, o objetivo é evitar aglomerações de pessoas na sede da Casa.
A segunda sessão nesse modelo ocorreu na quarta-feira (25) e os deputados distritais aprovaram projetos de leis que pretendem ajudar no combate à Covid-19 e amenizar o impacto financeiro da doença.
Entre as medidas estão a renegociação de aluguéis, a realização de exames do novo coronavírus em servidores públicos e a liberação de recursos para a saúde no DF (veja mais abaixo). Para valer, os projetos precisam ser sancionados pelo governador Ibaneis Rocha (MDB).
Renegociação de aluguéis
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Comércios fechados na avenida W3 Sul, em Brasília, durante pandemia de coronavírus — Foto: G1/Carolina Cruz
Uma das propostas aprovadas foi o projeto de lei 1.035/2020. O texto prevê a possibilidade renegociação de aluguéis entre proprietários e locatários de imóveis comerciais e templos religiosos.
Segundo o distrital Roosevelt Vilela (PSB), autor do projeto, o objetivo é dar alternativas a empresários que tiveram que fechar estabelecimentos, além de garantir “o equilíbrio financeiro do contrato, em razão dos prejuízos suportados pelo locatários pelos dias em que o estabelecimento ficou fechado”.
O texto prevê que “caso fique comprovado que os termos não tenham garantido o equilíbrio financeiro do locatário e condições de continuidade do seu negócio”, deve haver o “abatimento integral dos dias de fechamento”.
Servidores examinados
Já o projeto de lei 1.050/2020, do deputado Delegado Fernando Fernandes (PROS), prevê a realização de exames de diagnóstico do novo coronavírus em todos os servidores públicos que estiverem em atividade e tenham contato com possíveis portadores da doença.
O texto cita categorias como policiais, bombeiros e agentes de fiscalização. Segundo a proposta, os exames devem ser realizados a cada 15 dias “ou com a frequência que melhor atenda aos melhores critérios e padrões de biossegurança”.
Recursos para a Saúde
A situação de pandemia também recuperou o projeto de lei 2162/2018, apresentado pelos deputados Jorge Vianna (Podemos) e Delmasso (Republicanos).
A proposta prevê que os recursos de emendas parlamentares destinadas à saúde sejam encaminhados diretamente às unidades de atendimento, como já ocorre com as escolas no Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (Pdaf).
O texto cita que o objetivo é “atender demandas emergenciais e urgentes das Unidades Executoras (UEx), utilizando-se a dispensa de licitação”. A liberação dependeria da apresentação de prestação de contas.
Segundo o projeto, o valor pode ser utilizado em aquisições de materiais como insumos e medicamentos e contratação de serviços como “reparos nas instalações elétricas, hidráulicas e da rede lógica”.
Proibição do corte de luz e telefone
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Veículo da Companhia Energética de Brasília (CEB) — Foto: Dênio Simões/Agência Brasília
Já o projeto de lei 1.048/2020, do deputado Chico Vigilante (PT), proíbe a interrupção do fornecimento de serviços básicos como energia, telefonia, água e gás, em caso de inadimplência, enquanto durar o estado de calamidade pública devido ao coronavírus.
Na proposta, o distrital afirma que a medida segue o posicionamento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que já suspendeu a possibilidade de corte, conforme norma anunciada nesta terça-feira (24).
Na quarta, o juiz Caio Brucoli Sembongi, da 17ª Vara Cível de Brasília, também proibiu a interrupção dos serviços da Companhia Energética de Brasília (CEB). A decisão atende a um pedido da Defensoria Pública do DF.
A medida determina que a CEB restabeleça, em até 10 dias, o fornecimento aos consumidores residenciais que tiveram o serviço suspenso por inadimplência. Também fixou multa diária de R$ 5 mil por consumidor, em caso de descumprimento.
G1/DF



