Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, despertou ontem instabilidade, levando a Bolsa de Valores a cair abaixo dos 100 mil pontos e o dólar a subir
Ele mostrou dificuldades para a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Emergencial, que faz cortes de gastos na máquina pública, a fim de facilitar o cumprimento do teto de gastos. “Pelo calendário mais otimista, vota até dia 15 de janeiro”, declarou.
Para essa data ser cumprida, o recesso legislativo do próximo mês de janeiro teria de ser cancelado.
O Orçamento do próximo ano seria aprovado no fim de janeiro, segundo o calendário traçado pelo Presidente da Câmara.
Além das dificuldades do período eleitoral, a Câmara dos Deputados não tem conseguido funcionar em outubro por dois tipos de obstrução.
- Partidos de oposição querem aumentar o auxílio emergencial de R$ 300 para R$ 600.
- E parlamentares do chamado Centrão lutam para dominar a Comissão Mista de Orçamento, que ainda não foi instalada.
Ao longo do dia de hoje, as declarações de Rodrigo Maia vão despertar reações do Governo e das lideranças políticas, em busca de evolução nesses impasses.
JUROS – Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) realiza a penúltima reunião de 2020 para definir a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 2% ao ano.
Especialistas preveem que, desta vez, não haverá mudança, com a manutenção do percentual de 2%. Resultado sai à noite.
CONSTRUÇÃO – Índice de Confiança da Construção, da Fundação Getulio Vargas, teve alta de 3,7 pontos na passagem de setembro para outubro deste ano.
A confiança do empresário da construção brasileira atingiu 95,2 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos, o maior valor desde março de 2014 (96,3 pontos).
BRASIL – No meio da semana, número de mortes pela covid-19 no Brasil costuma ser maior, por sazonalidade.
Ontem, foram registrados 549 óbitos, elevando o total a 157.397.
Globo tem destacado, nos últimos dias, sensível queda na Média Móvel de Mortes em São Paulo, o que melhora os resultados nacionais.
MUNDO – Rússia, Reino Unido, Itália, França e Espanha são os países da Europa nos quais a covid-19 ressurge intensamente, em segundo pico, gerando medidas preventivas duras.
Em várias dessas nações eclodem protestos. Na prática, boa parte das populações não admite lockdown nem fechamento de atividades comerciais.
SERVIDORES – As despesas com servidores públicos ativos e inativos no Brasil estão entre as mais elevadas entre mais de 70 países, em proporção do Produto Interno Bruto (PIB).
A conclusão é da nota econômica “O peso do funcionalismo público no Brasil em comparação com outros países”, elaborada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Os gastos com pessoal da União, dos estados e dos municípios equivaleram a 13,4% do PIB em 2018, segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI).
No ranking, o Brasil está à frente de países reconhecidos pela participação ativa do Estado: Suécia (12,7%), França (12,1%), Itália (9,5%) e Alemanha (7,5%).
VACINAÇÃO – Campanha Nacional de Vacinação Infantil está marcada para se concluir na sexta-feira (30). No entanto, em nível nacional, apenas 35% das crianças do país foram vacinadas contra a poliomielite até o momento.
A meta é que mais de sete milhões de crianças tomem a vacina, mas pouco mais de quatro milhões foram aos postos.
Mesmo o Brasil estando livre da doença desde 1990, há risco de que a poliomielite retorne se as crianças não forem vacinadas. Isso porque existem países detectando a doença, como Paquistão e Afeganistão, que registraram, este ano, 132 casos de poliomielite.
SERVIDOR – Hoje é o Dia do Servidor Público, mas no Governo Federal o feriado foi adiado para sexta-feira (30).
Às 19h, no Palácio do Planalto, haverá solenidade relativa à data.
ECONOMIA – Bolsa de Valores caiu ontem abaixo de 100 mil pontos (99.606).
E dólar subiu para R$ 5,68.
Fonte: Renato Riella



