GRÊMIO, PALMEIRAS E SANTOS “FAZEM LIÇÃO DE CASA” E ESTÃO NAS QUARTAS DE FINAL DA LIBERTADORES

Por: Lino Tavares

Flamengo e Furacão estão eliminados. Inter terá que vencer na Bombonera para se classificar

Faltando apenas o jogo de volta Boca x Inter para o encerramento das oitavas de final da Libertadores, já temos no mínimo três clubes brasileiros garantidos nas quartas de final do torneio continental. 

Essa certeza se consolidou na vitória gremista desta quinta-feira, repetindo-se na Arena do Grêmio o placar de 2 a 0 com que o tricolor havia vencido o Guaraní no jogo de ida em Assunção.

 Outros dois brasileiros, Palmeiras e Santos, já haviam avançado no torneio, depois de despacharem respectivamente o Delfín e a LDU, com o alviverde paulista goleando o time equatoriano por 5 a 0, no jogo de volta, supostamente o mais fraco das oitavas de final.  

Com chance um tanto remota de também chegar às quartas de final, aparece o Internacional, que para alcançar esse objetivo precisará passar pelo Boca, no jogo de volta na Bombonera, devolvendo o 1 a 0 contra que sofreu no Beira-Rio e vencendo nos pênaltis, ou derrotando a equipe argentina por qualquer placar diferente daquele pelo qual perdeu em Porto Alegre.  

Se o treinador colorado tiver juízo, armará um esquema essencialmente ofensivo para essa decisão, pois leva como única vantagem para a Bombonera o fato de ter a seu favor a possibilidade do gol qualificado.  

Ainda que venha a sofrer um gol pela ousadia de jogar ofensivamente, o time de Abel Braga continuará vivo na disputa, uma vez que lhe bastará marcar duas vezes para reverter a situação desfavorável, eliminando o opositor e ficando com a classificação.

  Há quem afirme que o Internacional deu azar na derrota de ontem, porque perdeu gols praticamente feitos, que se convertidos poderiam até ter determinado uma vitória colorada diante do Boca Juniors. Só que os defensores dessa ideia esquecem que o time argentino também teve várias chances de gol perdidas e isso restabelece a certeza de que houve justiça no placar, até porque a equipe visitante dominou as ações durante quase toda a partida.  

Das baixas brasileiras ocorridas nas oitavas de final, a mais surpreendente foi a do Flamengo, que mesmo enfrentando um time argentino entrou no Maracanã com a vantagem de se classificar com empate em 0 a 0. Contudo, a equipe de Rogério Ceni não soube administrar a vantagem, cedeu ao Racing o mesmo placar que havia construído na casa dele e “entregou a rapadura” ao adversário na decisão por pênaltis.  

A situação flamenguista era  bem mais favorável do que a enfrentada pelo também eliminado Athletico Paranaense, que foi para o jogo decisivo em Buenos Aires, levando na bagagem a desvantagem de ter empatado em 1 a 1, na Arena da Baixada, com o River Plate, equipe superior, que o derrotou por 1 a 0 em Avellaneda.   

 De um modo geral repete-se neste ano aquele velho equilíbrio de participações entre brasileiros e argentinos nas etapas derradeiras da Copa Libertadores.  Tudo está a indicar que, nesta edição de 2020, teremos três clubes argentinos e três brasileiros participando das quartas de final, a menos que o Internacional reverta heroicamente na Bombonera a vantagem que cedeu  ao Boca no Beira-Rio, o que transformaria esse 3 a 3 diante de “los hermanos” em 4 a 2 para os brasileiros na etapa seguinte da Libertadores. 

Mas isso não é tarefa fácil para o colorado gaúcho que perdeu o treinador que o havia conduzido à liderança do Brasileirão, desestruturando-se tecnicamente a ponto de cair na tabela do certame nacional e ser eliminado na Copa do Brasil por um time da segunda divisão. 

Fonte: Lino Tavares

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