Secretaria de Saúde investiga três casos suspeitos de reinfecção pelo coronavírus no DF

Segundo pasta, amostras dos pacientes serão encaminhadas ao laboratório de referência da Fiocruz, no Rio de Janeiro. Brasil teve primeira reinfecção confirmada nesta quinta-feira (10), no Rio Grande do Norte

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) informou que investiga três casos suspeitos de reinfecção pelo novo coronavírus na capital. Na quinta-feira (10), o Ministério da Saúde (MS) confirmou o primeiro caso de reinfecção no Brasil, em uma paciente do Rio Grande do Norte (veja mais abaixo).

De acordo com a SES-DF, a coleta de amostras foi encerrada nesta semana. A pasta afirma que o material será encaminhado ao laboratório de referência da Fiocruz, no Rio de Janeiro, nos próximos dias.

Após as investigações epidemiológicas e laboratoriais, o resultado será informado por meio do Ministério da Saúde. Conforme o protocolo do governo federal, são considerados casos suspeitos de reinfecção aqueles em que o paciente tenha dois resultados positivos de RT-PCR em tempo real para o vírus Sars-CoV-2.

É preciso um intervalo igual ou superior a 90 dias entre os dois episódios de infecção respiratória, independente da condição clínica observada nos dois episódios. No DF, também é necessário que as duas amostras positivas sejam encaminhadas ao Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-DF).

Os três casos na capital federal são situações em que a primeira infecção ocorreu entre junho e agosto, e a segunda confirmação laboratorial ocorreu entre o fim de novembro e o início de dezembro.

Aumento da transmissão

Na últimas semanas, o DF registrou um aumento no número de casos e na taxa de transmissão da Covid-19. A SES-DF pede à população que continue respeitando os protocolos de segurança e higiene durante a pandemia.

De acordo com o diretor substituto de Vigilância Epidemiológica, Fabiano Martins, o relaxamento das medidas pode “aumentar novamente a circulação do vírus”.

“Não queremos voltar à mesma situação de pico pela qual já passamos. Para evitar isso, a população tem um papel fundamental de contribuir nesse processo e não se expor ou ser canal de transmissão.”

Primeira reinfecção

O primeiro caso confirmado de reinfecção no país é de uma médica de 37 anos. Ela foi infectada por duas linhagens diferentes do vírus – a primeira em junho e a segunda, em outubro.

A profissional mora em Natal, no Rio Grande do Norte, mas trabalha também na Paraíba. A identificação do caso foi feita pelos governos dos dois estados, que usaram o método da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) por sequenciamento genético, que confirmou as infecções.

Fonte: G1DF

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