Gastos com energia elétrica, veículos e impressão estão entre aqueles que tiveram redução. Pandemia causou aumento no número de adeptos à modalidade
O regime de trabalho remoto rendeu uma economia de R$ 18,7 milhões ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) em 2020. Com a experiência positiva, as atividades à distância devem ser ampliadas no período pós-pandemia.
A Corte já havia implementado o teletrabalho desde 2015. No entanto, por conta das medidas de isolamento para conter o contágio do novo coronavírus, o número de adeptos à modalidade precisou aumentar no ano passado.
O regime de trabalho remoto rendeu uma economia de R$ 18,7 milhões ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) em 2020. Com a experiência positiva, as atividades à distância devem ser ampliadas no período pós-pandemia.
A Corte já havia implementado o teletrabalho desde 2015. No entanto, por conta das medidas de isolamento para conter o contágio do novo coronavírus, o número de adeptos à modalidade precisou aumentar no ano passado.
A maior parte dos gastos poupados, cerca de R$ 7 milhões, é relacionada a contratos com estagiários, o que equivale a 37,9% do total. Outras despesas de manutenção como água, luz e impressão também fazem parte do pacote. Veja abaixo:
- Contrato com estagiários: 37,85%
- Energia elétrica: 17,28%
- Service Desk (serviços de tecnologia da informação): 13,55%
- Veículos: 8,29%
- Impressão: 5,65%
- Água: 4,78%
- Correios: 4,03%
- Bens de consumo: 3,92%
- Atendentes: 2,52%
Ampliação do modelo
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O juiz assistente da Presidência do TJDFT, Marcio Evangelista, afirmou que o modelo “agradou magistrados e servidores”.
“As possibilidades para o teletrabalho são variadas e trata-se de uma realidade já estabelecida, um avanço que não tem retorno”, afirma.
Segundo a Corte, “há um estudo em andamento na Casa para ampliar o teletrabalho, ao cabo do qual deve ser publicada nova resolução sobre o tema”.
Mudança de rotina
A primeira regulamentação do teletrabalho do TJDFT foi publicada em agosto de 2015. Naquele ano, 75 servidores participaram de um projeto piloto de trabalho à distância, que resultou na manutenção do modelo.
Em 2016, a modalidade foi inserida entre as medidas previstas na Política de Adequação Orçamentária do Tribunal. A norma estabelece que o trabalho remoto pode ser realizado “nas áreas em que a implantação não comprometa a produtividade”.
Durante a pandemia, o órgão manteve parte dos servidores para atendimento presencial. Por isso, algumas áreas implementaram modelo de rodízio, alternando os trabalhadores. Ficaram dispensadas de comparecer ao tribunal as pessoas do grupo de risco. Sessões de julgamento e audiências também têm sido realizadas à distância.
Fonte: G1/DF | Repórter: Carolina Cruz



