Time alemão bate Tigres mexicano por 1 a 0, Alviverde perde nos pênaltis para Al Ahly do Egito
Como já era esperado, o Bayern de Munique venceu o Tigres do México e levantou a taça de campeão mundial de clubes de 2020.
Aliás, nesse dualismo competitivo histórico em que só Europa e América do Sul lograram conquistar títulos, faz anos que virou quase uma obviedade apenas os clubes europeus chegarem a esse galardão máximo do futebol mundial.
Não porque supostamente a Europa revele os melhores craques do Planeta, mas pelo fato de que é para lá que convergem os atletas mais destacados que despontam em qualquer parte do mundo, atraídos pelas milionárias transações e contratações pagas com o valorizado Euro.
Assim como o Grêmio em 2017 e o Flamengo em 2019, o Palmeiras já imaginava que dificilmente traria para o Brasil o troféu de clubes mais cobiçado do Planeta, dada a superioridade gritante dos grandes times europeus sobre seus congêneres sul-americanos.
O que o time comandado por Abel Ferreira não imaginava era que pudesse voltar dos Emirados Árabes sem o vice-título da competição e, sequer lhe passava pela cabeça, que estava indo para lá marcar sua história gloriosa com a mácula de pior campanha de um time brasileiro no importante certame internacional.
A derrota que o alviverde do Allians Park sofreu nesta quinta-feira diante do modesto Al Ahly, do Egito, ainda que tenha acontecido na decisão por pênaltis, foi um desastre ainda maior do que aquela sofrida pelo Internacional frente ao, até então desconhecido, Mazembe, que o alijou da disputa do título do Mundial.
Naquela jornada de triste lembrança para os colorados, pelo menos o time do Beira-Rio garantiu o terceiro lugar, vencendo seu adversário na disputa por essa colocação, e mesmo assim sofre até hoje com a flauta dos rivais gremistas em cima daquela inesquecível derrota.
Mas o Palmeiras superou as mais pessimistas expectativas a respeito de seu desempenho nesse torneio da FIFA, pois traz para o Brasil, no lugar do sonhado troféu de campeão, nada mais do que a quarta colocação, que no linguajar popular pode ser chamada de “Lanterna do Mundial de Clubes.
Dando vazão ao meu veio poético, encerro com esse verso, parafraseando a Canção do Exílio, de Gonçalves Dias, em tom de brincadeira – é claro – e com todo respeito à grande torcida palmeirense espalhada pelo Brasil afora.
Fonte: Lino Tavares



