Aeroporto de Brasília ultrapassa Congonhas e se torna 2º mais movimentado do país

Por: Redação SOS

Em meio à pandemia de Covid-19 e mesmo com o menor movimento dos últimos 15 anos, o Aeroporto de Brasília se tornou o segundo mais movimentado do país em 2020. Os dados são da Inframerica, concessionária que administra o terminal

Redação SOS Brasília

Segundo a Inframerica, no ano passado, foram 8 milhões de passageiros e 80 mil pousos e decolagens. O terminal da capital ultrapassou o de Congonhas, em São Paulo, que ocupou a posição nos últimos anos, mas teve apenas 6,7 milhões de passageiros em 2020. Agora, está atrás apenas do Aeroporto de Guarulhos, também em SP, com 20,3 milhões de passageiros.

A companhia afirma que o Aeroporto de Brasília se consolidou como um centro de conexões de voos domésticos, por ser o único do país com ligação para todas as capitais do Brasil. Como as viagens internacionais foram as que mais sofreram queda durante a pandemia, o impacto foi menor no DF. “Com as restrições para viajar ao exterior, as viagens domésticas cresceram e o Aeroporto de Brasília, por ter capilaridade de voos e capacidade de conexão eficiente, foi a responsável pelo crescimento no ranking durante a pandemia”, afirma o diretor de negócios da empresa, Roberto Luiz.

Atualmente, o Aeroporto de Brasília opera voos para 38 cidades brasileiras.
São elas:
  • Curitiba;
  • Porto Alegre;
  • Florianópolis;
  • São Paulo (Congonhas);
  • Guarulhos;
  • Campinas;
  • Rio de Janeiro (Santos Dumont e Galeão);
  • Belo Horizonte;
  • Vitória;
  • São José do Rio Preto;
  • Uberlândia;
  • Ribeirão Preto
  • Fortaleza;
  • Salvador;
  • Recife;
  • São Luís;
  • Teresina;
  • Barreiras;
  • João Pessoa;
  • Maceió;
  • Aracajú;
  • Imperatriz;
  • Natal
  • Cuiabá;
  • Goiânia;
  • Campo Grande
  • Manaus;
  • Santarém;
  • Belém;
  • Rio Branco;
  • Macapá;
  • Marabá;
  • Porto Velho;
  • Boa Vista;
  • Palmas;
  • Araguaína;
  • Carajás;
  • Cruzeiro do Sul.

 

Movimento menor

 

Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília, durante pandemia, em imagem de arquivo  — Foto: Felipe Menezes/Inframerica/Divulgação

Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília, durante pandemia, em imagem de arquivo — Foto: Felipe Menezes/Inframerica/Divulgação

Mesmo com a subida no ranking, a quantidade de passageiros no Aeroporto de Brasília caiu 53% em 2020, em comparação com 2019. Já a redução no fluxo de aeronaves foi de 45%, em meio à pandemia do novo coronavírus.

Abril de 2020 registrou o pior movimento em 25 anos no terminal. Naquele mês, foram contabilizados apenas 45.577 usuários. O número representa queda de 96,5% na movimentação de pessoas quando comparado ao mesmo período de 2019.

Todos os voos internacionais que partiam de Brasília foram suspensos em março, por conta da Covid-19. Os itinerários só voltaram a ser operados em setembro, seis meses depois, com rotas para Lisboa, em Portugal.

G1 no Bom Dia DF: Aeroporto de Brasília retoma voos para o Panamá após quase 8 meses

G1 no Bom Dia DF: Aeroporto de Brasília retoma voos para o Panamá após quase 8 meses

No fim do ano passado, no entanto, o aeroporto viu recuperação. Em dezembro, o terminal teve a oitava alta consecutiva na quantidade de voos e alcançou a marca de 1 milhão de usuários – número que, antes da pandemia, representava o movimento regular fora da alta temporada. A pandemia também causou mudanças no local. Para evitar a proliferação da Covid-19, ao embarcar em voos em Brasília, os passageiros passam agora por um sistema de detecção de temperatura da pele. O equipamento termográfico pode medir a existência ou não de febre em até 30 pessoas, simultaneamente.

Além da temperatura, o equipamento também detecta o uso de máscaras de proteção e fornece as informações em uma tela. Segundo a Inframérica, um bombeiro civil de aeródromo permanece no local orientando eventuais usuários que estejam com a temperatura elevada.

Também foram adotadas medidas de distanciamento social no aeroporto. Os balcões de check-in e balcões dos portões de embarque receberam uma proteção de acrílico para garantir a proteção entre passageiro e funcionário.

Os assentos, mesas e cadeiras também foram isolados, para manter o afastamento necessário. Os elevadores e escadas rolantes ganharam sinalização e demarcação do distanciamento entre passageiros.

COMPARTILHE AGORA:

Leia também