Aumenta o número mulheres que trabalham na prevenção e combate ao fogo

Por: Redação SOS

A atuação das mulheres nas unidades de conservação começou com a recuperação de equipamentos, reconhecimento e limpeza de áreas 

Redação SOS Brasília

Para cada uma dessas mulheres, o motivo de fazer parte da brigada é diferente. Em comum, o amor à natureza e o desejo de contribuir com a preservação do meio ambiente. Com idades que variam entre 25 e 42 anos, elas também veem no posto uma chance de incrementar a renda ou mesmo de recuperá-la em virtude dos impactos negativos da pandemia de covid-19, quando algumas perderam o emprego ou tiveram que fechar pequenos negócios, como o salão de beleza que Rosângela Pereira mantinha na Ceilândia. Nos três cargos previstos, brigadistas, chefes e coordenadores de brigadas, os salários vão de R$ 2,2 mil a R$ 3,3 mil.

A jornada de trabalho é em regime de plantão de 12h x 36h. Katiúscia Santana Oliveira César não compareceu ao encontro com as colegas de trabalho em virtude de ter outra ocupação. Outras três delas são o que se costuma chamar de mães-solo, ou seja, têm a responsabilidade de manter casa e o cuidado com os filhos sem a participação dos genitores deles.

A estratégia do Brasília Ambiental é manter brigadas em bases fixas, que servem de apoio às cidades onde estão instaladas e à região subjacente, da Diretoria de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Dpcif), em unidades de conservação do DF. Atualmente são três bases, localizadas em Águas Claras, na sede do órgão; na Asa Norte e na Estação Ecológica de Águas Emendadas (Esecae), em Planaltina. De lá, brigadistas são acionados, debelando focos menores e atuando junto ao Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) em casos de ocorrências mais graves.

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