Jovem viraliza na web ao mostrar dia a dia como gari

Por: Redação SOS

“Quero mostrar para as pessoas que, independentemente do trabalho que você faça, não é vergonha”, disse Ester Santos, que trabalha limpando as ruas da cidade onde vive 

Essa é a motivação de Ester Santos, de 20 anos, que trabalha como gari, ao compartilhar a rotina pelas ruas de Juazeiro do Norte, no Ceará. Conhecida como “Garigata”, ela se divide entre o serviço na limpeza e as publicações para os milhares de seguidores na internet.

Segundo Ester, foi uma amiga quem a ajudou a conseguir o emprego de gari. Antes disso, ela passava dificuldades financeiras para cuidar do filho, Miguel, que tem apenas cinco anos.

Com o dinheiro que recebe hoje, consegue ajudar a mãe e comprar as “coisinhas” para o pequeno.

A ideia de começar a compartilhar a rotina como gari partiu da mesma amiga. Para Ester, essa também é uma maneira de inspirar garotas jovens a começarem a trabalhar para não dependerem financeiramente de terceiros.

Ester diz que busca mudar a ideia das pessoas sobre a profissão que exerce e que, hoje, ajuda a garantir o sustento da família. Com mais de 62 mil seguidores no Instagram, ela deseja que meninas como ela “abram o olho” e vejam que ser independente é fundamental.

Questionada sobre o dia a dia no trabalho, Ester diz que lida com o preconceito diariamente. “A experiência é boa e ruim. O ruim são as críticas e desrespeito de algumas pessoas que acham que a gente, que trabalha como gari, não tem estudo. Acham que somos analfabetos, mas eu tenho meus estudos”, diz a jovem.

“As pessoas passam por mim e mandam eu ir estudar, procurar outro emprego”, lamenta Ester, que já trabalha como gari há quase quatro anos.

Em meio a comentários negativos e positivos, Ester constrói uma reputação nas redes e também ganha apoio de seguidores.

Vídeo publicado pela “Garigata” no início do mês, em que ela brinca sobre ser sustentada por si mesma, já tem mais de 300 mil curtidas.

Os próximos planos da moça envolvem a política. Um de seus desejos é se tornar vereadora para “correr atrás dos direitos trabalhistas e poder ajudar os garis que sofrem sem alguns direitos”.

 

Fonte: Portal Metrópoles 

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