Aumento da inflação

Por: Renato Riella
O Indicador de Inflação por Faixa de Renda apontou desaceleração da taxa de inflação para todas as faixas de renda no mês de junho. 

Cerca de cem especialistas consultados semanalmente pelo Banco Central (BC) aumentaram ontem a projeção sobre a inflação no Brasil este ano.

 

Previsão do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do País, subiu de 5,39% para 5,48% para 2023.

 

A estimativa consta do Boletim Focus, do BC.

Para 2024, a projeção da inflação ficou em 3,84%.

 

Para o mercado financeiro, a expectativa é de que a taxa de juros oficial Selic encerre o ano em 12,5%. Para o fim de 2024, a estimativa é de que a taxa básica caia para 9,5% ao ano.

 

A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira neste ano também variou, de 0,77% para 0,79%.

Para 2024, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) é de crescimento de 1,5%.

 

A expectativa para a cotação do dólar está em R$ 5,28 para o final de 2023.

 

 

MOEDA ÚNICA – Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, esclareceu ontem, em Buenos Aires, que o projeto de moeda única entre Brasil e Argentina, para substituir o real e o peso, não existe.

 

Está em estudo a implantação de uma moeda digital comum, a ser usada apenas em trocas comerciais. A intenção é para reduzir a dependência em relação ao dólar, principalmente atendendo às dificuldades argentinas em relação à moeda norte-americana.

 

Haddad disse que a moeda comum será discutida por um grupo de trabalho, ao longo de vários anos.

Explicou que a ideia pode dinamizar o comércio entre os países latino-americanos. Haverá o pagamento em moedas locais, dispensando o dólar.

 

 

BNDES – Após anos de proibição, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) voltará a financiar projetos de desenvolvimento e de engenharia em países vizinhos, disse ontem o Presidente Lula em Buenos Aires.

 

Ele deu a declaração acompanhado do presidente argentino, Alberto Fernández, comentando:

“O BNDES vai voltar a financiar as relações comerciais do Brasil e vai voltar a financiar projetos de engenharia para ajudar empresas brasileiras no exterior e para ajudar que os países vizinhos possam crescer e até vender o resultado desse enriquecimento para um país como o Brasil. O Brasil não pode ficar distante. O Brasil não pode se apequenar”.

 

Lula falou também do propósito do Brasil e da Argentina na integração elétrica e gasífera. O país vizinho tem sustentado a proposta da construção de um gasoduto entre as reservas de gás xisto (shale) da reserva de Vaca Muerta até o Brasil, projeto que pode ser apoiado pelo Governo brasileiro.

 

Hoje, Lula participa da reunião de cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac). Com a troca de governo, o Brasil está voltando a integrar o grupo, após três anos de afastamento do mecanismo.

 

 

 

MUNICÍPIOS – Ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a distribuição do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) deste ano tenha como patamar mínimo os coeficientes de distribuição utilizados no exercício de 2018.

 

Em liminar, suspendeu a decisão normativa do Tribunal de Contas da União (TCU), que determinava a utilização dos dados populacionais do Censo Demográfico de 2022, que ainda não foi concluído.

O ministro determinou que eventuais valores já transferidos a menor devem ser compensados.

 

 

BOLSA FAMÍLIA – Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social informou que o valor de R$ 150 por filho de até seis anos, dentro do renovado Bolsa Família, começará a ser pago em março.

Em janeiro e fevereiro será paga apenas a parcela tradicional de R$ 600.

 

Nesses dois meses, o Governo pretende fazer pente-fino no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), buscando eliminar fraudes.

 

Neste mês, o programa de transferência de renda alcançará 21,9 milhões de famílias, com gasto de R$ 13,38 bilhões.

 

 

ECONOMIA – Dólar fechou ontem a R$ 5,20, com recuo de 0,15%.

Índice Ibovespa, da Bolsa de Valores, atingiu 111.737 pontos, com queda de 0,27%.

 

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