Conforme a previsão, por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve ontem a taxa Selic, juros básicos da economia, em 13,75% ao ano.
No entanto, diante do crescimento da inflação, o Copom indicou que os juros podem ficar altos por mais tempo que o previsto.
Não descarta a possibilidade de novas elevações, caso a inflação não convirja para o centro da meta, como o esperado.
De março a junho de 2021, o Copom elevou a taxa em 0,75 ponto percentual em cada encontro. Antes do início do ciclo de alta, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano.
REPERCUSSÃO – O setor produtivo recebeu com ressalvas a elevada taxa de juros.
Confederação Nacional da Indústria (CNI) “considera compreensível” a decisão do Copom, mas pede que o processo de redução da Selic comece logo.
A CNI confederação destaca que o nível atual da Selic inibe a recuperação da economia.
Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) considerou acertada a manutenção dos juros em 13,75%.
A entidade avalia “no entanto, que o elevado patamar da taxa de juros tem imposto enormes sacrifícios à atividade econômica. Os sinais de exaustão de importantes setores da economia brasileira estão cada vez mais fortes e com consequências diretas sobre a confiança dos empresários”.
LIRA -Deputado Arthur Lira demonstra grande força política.
Foi eleito para novo mandato na Presidência da Câmara dos Deputados, com 464 votos dos 513 deputados.
Não há o que discutir: Lira passa a ser grande liderança nacional e será efetivo na proposta de aprovar, ainda neste semestre, a primeira fase da Reforma Tributária.
PACHECO – Rodrigo Pacheco superou incertezas e se elegeu para novo mandato como Presidente do Senado.
Teve 49 votos dos 81 senadores, contra 32 do opositor Rogério Marinho.
Se na Câmara Arthur Lira demonstra grande domínio, no Senado, Pacheco tem votos no limite para aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição(PEC), para o que são necessários três quintos dos votos.
E, no caso de formação de CPI, 32 senadores representam número superior aos 27 mínimos exigidos para propor a Comissão Parlamentar de Inquérito.
Tudo indica que, no Senado, o Governo precisará negociar mais do que na Câmara.
CONGRESSO – Hoje, às 15h, Câmara dos Deputados e Senado fazem sessão conjunta do Congresso Nacional, abrindo os trabalhos parlamentares do ano.
Será lida a tradicional Mensagem Presidencial ao Congresso, definindo metas e principais ações.
MESA – Após a eleição do presidente Arthur Lira, foi eleita a seguinte Mesa da Câmara dos Deputados:
Marcos Pereira (Republicanos-SP) – primeira vice-presidência;
Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) – segunda vice-presidência;
Luciano Bivar (União-PE) – primeira secretaria;
Maria do Rosário (PT-RS) – segunda secretaria;
Júlio César (PSD-PI) – terceira secretaria;
Lúcio Mosquini (MDB-RO) – quarta secretaria.
Suplentes: André Ferreira (PL-PE), Beto Pereira (PSDB-MS)
Gilberto Nascimento (PSC-SP) e Pompeo de Mattos (PDT-RS).
ARMAS – A partir de hoje (1º), todas as armas de uso permitido ou restrito compradas após o decreto nº 9.785, de 7 de maio de 2019, terão que ser cadastradas no Sistema Nacional de Armas em 60 dias, operado pela Polícia Federal.
O cadastro das armas deve conter a identificação do equipamento e do dono, com nome, inscrição no CPF ou CNPJ, o endereço da casa e do acervo no sistema informatizado da PF
HOMICÍDIOS – DF registrou a menor taxa de homicídios em quase 50 anos, segundo a Secretaria de Segurança Pública.
Em 2022, foram 8,8 vítimas do crime para cada 100 mil habitantes — esse foi o menor índice desde 1977, quando a taxa foi de 14.
Em relação à quantidade de homicídios, o levantamento aponta que, no ano passado, foram 275 — menor número desde 1990.
Na comparação com o ano de 2021, a taxa de homicídios caiu em 12%, enquanto o número de vítimas teve uma redução de 11,6%.
O feminicídio teve redução de 24% em 2022, em relação ao ano anterior, quando foram registradas 25 mortes pelo crime de gênero. Em 2022 houve 19 vítimas do crime.
BALANÇA COMERCIAL – O bom desempenho da safra de milho e as exportações de petróleo fizeram a balança comercial iniciar 2023 com o maior superávit para meses de janeiro em 17 anos.
No mês passado, o país exportou US$ 2,716 bilhões a mais do que importou.
Este é o melhor resultado para o mês desde 2006.
Em janeiro, o Brasil vendeu US$ 23,137 bilhões para o exterior e comprou US$ 20,420 bilhões.
As exportações subiram 11,7% em relação a janeiro do ano passado.
ECONOMIA – Dólar fechou ontem a R$ 5,061, com queda de 0,32%.
A cotação caiu após Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) anunciar a elevação dos juros básicos nos Estados Unidos em 0,25 ponto percentual.
Índice Ibovespa, da Bolsa de Valores, atingiu 112.074 pontos, com queda de 1,2%.



