Secretaria do Tesouro Nacional prevê que a dívida do setor público consolidado, envolvendo governo, estados, municípios e estatais, vai avançar em 2026, atingindo 82,5% do Produto Interno Bruto (PIB).
Em setembro, o endividamento brasileiro estava em 78,1% do PIB — o equivalente a R$ 9,75 trilhões.
POUPANÇA -Saldo da aplicação na caderneta de poupança caiu em outubro. As saídas superaram as entradas em R$ 9,7 bilhões, segundo o Banco Central.
No mês passado, foram aplicados R$ 351,9 bilhões, contra saques da ordem de R$ 361,6 bilhões. Os rendimentos creditados nas contas de poupança somaram R$ 6,4 bilhões. O saldo da poupança é pouco mais de R$ 1 trilhão.
Trata-se do quarto mês seguido de resultado negativo na poupança
Nos últimos anos, a caderneta vem registrando mais saques que depósitos. Em 2023 e 2024, as retiradas líquidas da poupança foram R$ 87,8 bilhões e R$ 15,5 bilhões, respectivamente.
2,25 BILHÕES – Tesouro Nacional anunciou terceira emissão de títulos soberanos sustentáveis do Brasil no mercado internacional, aumentando a dívida externa brasileira.
A operação, realizada nos Estados Unidos, movimentou US$ 2,25 bilhões, com a emissão de um novo título de sete anos — o Global 2033 Sustentável — e a reabertura do título Global 2035.
O Global 2033 Sustentável, com vencimento em 4 de fevereiro de 2033, foi emitido no valor de US$ 1,5 bilhão, com juros de 5,75% ao ano.
BOLSONARO – Por unanimidade, Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal manteve a condenação ex-presidente Bolsonaro e mais seis réus na ação penal da trama golpista, rejeitando os chamados embargos de declaração.
Prevê-se que Bolsonaro possa ser preso na segunda quinzena deste mês.
ANTIFACÇÃO – Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, anunciou o deputado Guilherme Derrite (PP-SP) como relator do projeto de lei antifacção, apresentado pelo Governo Federal.
Derrite se licenciou do cargo de secretário de Segurança Pública de São Paulo, para reassumir o mandato de deputado federal.
O projeto, que começa a ser apreciado esta semana, propõe endurecimento das penas para integrantes de facções criminosas, além de ampliar as ferramentas de investigação.
Abre o debate sobre a classificação de PCC e CV como grupos terroristas.
BALANÇO DAS FACÇÕES – Avanço das facções criminosas para médias e pequenas cidades do Brasil é destacado pelo Atlas da Violência 2025, do Ipea.
Existe avanço da criminalidade e das disputas entre facções em municípios médios e interiores, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.
As facções criminosas estão presentes em todas as unidades da Federação, mas de maneira desigual. Em alguns estados, a presença de vários grupos alimenta disputas territoriais intensas e letais, como ocorre na Bahia, onde atuam o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) em aliança com facções locais, como o Bonde do Maluco e o Comando da Paz”.
A mesma disputa por território ocorre em Pernambuco, onde o estado abriga pelo menos 12 facções em conflito.
No Amazonas e no Amapá, as guerras entre CV, PCC e organizações regionais, como a Família Terror do Amapá e o Cartel do Norte, têm provocado escaladas de violência em cidades médias e portuárias estratégicas.
Em São Paulo, há domínio de mercados ilegais por uma única e poderosa organização criminosa, o PCC.
Minas Gerais abriga diversas facções fragmentadas, mas com menor grau de conflito aberto. Em Santa Catarina há atuação do Primeiro Grupo Catarinense (PGC).
No Brasil, o crime organizado se infiltra em atividades produtivas lícitas e na gestão pública.
COP30 – Começa hoje, em Belém (PA) a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas.
A chamada COP30 segue até dia 21, e busca estabelecer mecanismos de financiamento climático.
A Conferência tem como principal objetivo seguir o Acordo de Paris, visando limitar o aumento da temperatura global a 1,5° C.
Com ausência dos chefes de Estado das principais nações, aguarda-se a confirmação de líderes de outros países, hoje calculados em apenas 18 – o que enfraquece a COP30, que sofre forte oposição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
INSS – Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ouve hoje o empresário Igor Dias Delecrode, da Associação de Amparo Social do Aposentado e Pensionista (AASAP).
A associação é investigada pela Polícia Federal (PF), no âmbito da Operação Sem Desconto.
GONET – Procurador-geral da República, Paulo Gonet, será sabatinado pelo Senado na quarta-feira (12), na Comissão de Constituição e Justiça, que tem a missão de votar sua manutenção no cargo.
NORMALIZAÇÃO – Senado dos Estados Unidos votou ontem projeto que prevê a reabertura do governo federal e o fim do shutdown histórico (bloqueio econômico), que já dura 41 dias.
A paralisação orçamentária, gerada pela oposição do Congresso, provocou a suspensão de pagamentos de funcionários públicos, atrasos na distribuição de ajuda alimentar e transtornos no tráfego aéreo.
O pacote emendado precisará ser aprovado de volta pela Câmara dos Representante, com urgência.
DOAÇÃO – Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que vai distribuir US$ 2 mil (R$ 10,6 mil) aos americanos – exceto os de alta renda – com o dinheiro arrecadado pelo tarifaço.
“Estamos arrecadando trilhões de dólares e em breve começaremos a pagar nossa ENORME DÍVIDA de 37 trilhões de dólares. Investimento recorde nos EUA, com fábricas e usinas sendo construídas por todo o país. Um dividendo de pelo menos 2.000 dólares por pessoa (sem incluir pessoas de alta renda!) será pago a todos”, escreveu Trump.
G20 SEM EUA – Presidente Donald Trump informou que nenhum funcionário do governo dos EUA participará da cúpula do G20 este ano na África do Sul. Protesta contra o tratamento dado pelo país aos fazendeiros brancos.
“É uma desgraça total que o G20 seja realizado na África do Sul”, disse Trump em uma de suas redes sociais. Citou “abusos” aos africânderes (grupo étnico branco da África do Sul, a maioria descendente de holandeses, franceses e alemães que imigraram para o Cabo da Boa Esperança a partir do século 17), bem como confisco de suas terras e fazendas.
CARTEL DA JBS – Departamento de Justiça dos Estados Unidos iniciou investigação sobre a atuação das maiores empresas de processamento de carne que atuam no país. O frigorífico brasileiro JBS está entre as quatro multinacionais citadas.
Presidente Donald Trump disse que os frigoríficos estariam elevando artificialmente os preços da carne bovina “por meio de conluio ilícito, fixação de preços e manipulação de preços”.
O documento menciona a multinacional brasileira JBS, além de Cargill, Tyson Foods e National Beef, que juntas, segundo o governo norte-americano, dominam cerca de 85% do mercado de processamento de carne bovina dos Estados Unidos.
FRANGO – China anunciou o fim da proibição das importações de frango do Brasil, após seis meses de comércio paralisado por causa da gripe aviária. A China é a principal importadora de aves do Brasil.
O Brasil é o maior exportador de frangos do mundo e vende o produto para 151 países. A China é o principal comprador, e, em 2024, importou mais de 560 mil toneladas de frango brasileiro.
DREX – Banco Central desistiu de ter a moeda digital brasileira oficial, a Drex.
BC promete levar adiante infraestrutura que permitirá os chamados contratos inteligentes no futuro.
JULGAMENTO – Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, marcou julgamento dos sete ex-integrantes da cúpula da Polícia Militar do DF.
Os policiais são acusados de omissão nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
ECONOMIA – Índice Bovespa, da Bolsa de Valores, fechou em 154.064 pontos na sexta-feira (7), com alta de 0,47%.
MUNDO
⬆ EUA – Dow Jones: +0,16%
⬇ EUA – Nasdaq: -0,21%
⬆ EUA – S&P 500: +0,13%
⬇ Europa – Euronext: -0,49%
⬇ China – Xangai: -0,25%
⬇ Japão – Nikkei: -1,19%
MOEDAS
⬇ Dólar Comercial: R$ 5,33 (-0,22%)
⬇ Dólar Turismo: R$ 5,54 (-0,15%)
⬆ Euro Comercial: R$ 6,17 (+0,00%)
⬆ Euro Turismo: R$ 6,43 (+0,15%)
⬆ Bitcoin: R$ 551.245 (+2,19%)
Por RENATO RIELLA



