Ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Jhonatan de Jesus determinou inspeção nos arquivos do Banco Central, para obter documentos relacionados ao processo que instaurou a liquidação extrajudicial do Banco Master em novembro de 2025. Ele tenta contestar essa ação do BC.
A medida é uma réplica à autoridade monetária, que havia apresentado uma nota técnica em resposta a um pedido do próprio TCU para explicar sobre o procedimento adotado pela instituição naquele caso.
O Banco Central sustenta que a liquidação não teria sido ato isolado ou precipitado, mas desfecho de processo de supervisão, reputando-se inevitável diante de crise de liquidez, descumprimentos normativos relevantes e achados de irregularidades em operações, com remissão às bases legais correspondentes.
DEFESA – Setor financeiro voltou a defender a atuação do Banco Central, após o TCU determinar inspeção na autoridade monetária.
O apoio foi reforçado em nota conjunta de 11 entidades representativas de bancos, fintechs e cooperativas de crédito.
O grupo reitera a “plena confiança” nas decisões técnicas do BC nos âmbitos de atuação regulatória e de fiscalização. Também reforça a importância de preservar a independência institucional da autarquia, para manter os pilares de um sistema sólido, resiliente e íntegro.
CPMI – Deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), vice-líder da Oposição na Câmara, anunciou em suas redes sociais que atingiu o quórum para a abertura da CPMI (Comissão Mista Parlamentar de Inquérito) para investigar possíveis crimes financeiros do Banco Master.
Segundo a assessoria de Jordy, até o momento há 229 assinaturas: 196 deputados e 33 senadores.
VENEZUELA – Delcy Rodriguez, a vice-presidente nomeada pelo ditador Nicolas Maduro, assumiu ontem o comando na Venezuela, por 90 dias – mas não se sabe o que acontecerá depois disso.
Ela divulgou comunicado convidando os Estados Unidos a colaborar “em uma agenda de cooperação orientada para o desenvolvimento compartilhado, dentro da estrutura do direito internacional”.
TRIBUNAL – O ex-ditador Nicolas Maduro e a mulher Cilia Flores foram ouvidos ontem no Tribunal de Nova York. Terão nova audiência em março. Ele se declarou presidente da Venezuela.
Permanece a perplexidade sobre o que vai acontecer na Venezuela, onde as cenas de violência da ditadura aumentam, inclusive com a prisão ontem de 14 jornalistas.
Como previsto, Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) se reuniu ontem. Não decidiu nada, com diversos discursos criticando a ação do Presidente Donald Trump, inclusive do Brasil. A Venezuela parece problema sem solução.
EMPREGOS – Turismo brasileiro se consolida como uma das principais causas da geração de empregos formais.
Entre janeiro e novembro de 2025, o setor foi responsável pela criação de 106.979 novos postos de trabalho, considerando as 57 atividades diretamente ligadas ao turismo em todo o Brasil, segundo o Ministério do Trabalho.
No acumulado de 2025, o país contabilizou 1.668.264 admissões, evidenciando uma retomada consistente e o fortalecimento do mercado de trabalho brasileiro.
INFLAÇÃO – Economistas do mercado financeiro projetaram, na primeira rodada de pesquisas deste ano, queda dos juros, desaceleração no ritmo de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), inflação dentro dos limites do regime de metas e taxa de câmbio estável.
As estimativas fazem parte do boletim Focus, do Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada com mais de 100 instituições financeiras na última semana.
Para 2025, a projeção da inflação recuou para 4,31%.
Para 2026, a projeção subiu para 4,06%, abaixo do teto da meta da inflação, que é de 4,50%.
O mercado financeiro continua acreditando que os juros recuarão neste ano. Para o fim de 2026, a projeção foi mantida em 12,25% ao ano. Ou seja, o mercado projeta uma queda de 2,25 pontos percentuais na Selic neste ano.
Para o crescimento do PIB de 2025, cujo resultado também não foi divulgado pelo IBGE até então, a estimativa do mercado foi mantida em uma alta 2,26% na semana passada.
Para este ano de 2026, marcado por eleições presidenciais, a projeção de crescimento do PIB continuou em 1,80%.
Se confirmado, haverá uma desaceleração da economia em meio aos juros altos para conter a inflação.
Os economistas dos bancos projetam que a taxa de câmbio terminará 2026 em R$ 5,50. O desempenho do dólar em 2025 foi o pior em quase uma década.
ARGENTINA – Neste início de ano, é inegável que os números da economia argentina melhoraram.
A inflação acumulada de 2024 foi de aproximadamente 118%, enquanto a de 2025 deve fechar o ano em 30,4% e chegar em 2026 a 18,2%, segundo projeções de um relatório recente do BTG Pactual.
Do mesmo modo, as reservas internacionais, antes negativas, caminham para fechar o ano de 2025 com saldo positivo de US$ 6,1 bilhões, após terem encerrado 2024 com déficit de US$ 2,4 bilhões.
A situação na Argentina começou a melhorar em abril de 2025, com o acordo de financiamento de US$ 20 bilhões firmado junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para reforçar o pacote de reformas econômicas.
PETRÓLEO – Preços do petróleo registraram forte alta ontem, com os investidores precificando os riscos geopolíticos após a ação militar na Venezuela.
Os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para março, fecharam com avanço de 1,66%, a US$ 61,76 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para fevereiro registraram alta de 1,74%, a US$ 58,32 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA.
ECONOMIA – índice Bovespa, da Bolsa de Valores, fechou ontem em 161.870 pontos, com alta de 0,83% .
MUNDO
⬆ EUA – Dow Jones: +1,23%
⬆ EUA – Nasdaq: +0,69%
⬆ EUA – S&P 500: +0,64%
⬆ Europa – Euronext: +1,04%
⬆ China – Xangai: +1,38%
⬆ Japão – Nikkei: +2,97%
MOEDAS – FONTE BC
⬇ Dólar Comercial: R$ 5,40 (-0,34%)
⬇ Dólar Turismo: R$ 5,61 (-0,39%)
⬇ Euro Comercial: R$ 6,33 (-0,30%)
⬇ Euro Turismo: R$ 6,59 (-0,35%)
⬆ Bitcoin: R$ 508.128 (+2,64%).
Por RENATO RIELLA



