Haddad quer fiscalização dos fundos no BC

Por: Redação SOS

Repercute proposta do ministro Fernando Haddad, da Fazenda, que busca dar poder ao Banco Central para fiscalizar fundos de investimento. O assunto vem sendo debatido há dois meses, com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e a ministra da Gestão, Esther Dweck.

Haddad explica que a intenção é “ampliar o perímetro regulatório do Banco Central”, para que o órgão passe a fiscalizar os fundos. Atualmente, essa fiscalização é responsabilidade da CVM (Comissão de Valores Mobiliários).
A proposta teria partido da Fazenda após o caso do Banco Master, como também da operação que cumpriu mandados de busca e apreensão em gestoras de fundos de investimentos que seriam usadas pelo crime organizado.

CPMI – Senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirmou ter reunido as 42 assinaturas suficientes para criar no Senado a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) voltada a apurar irregularidades no Banco Master.

Cabe ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ler o requerimento de instalação da comissão e designar um presidente para chefiar os trabalhos do colegiado. O Congresso Nacional, atualmente, tem ativas a CPMI do INSS e a CPI do Crime Organizado.

VENDA DE ATIVOS – O Banco de Brasília (BRB) descartou qualquer risco de intervenção. Afirmou que possui “suficiência patrimonial” para enfrentar os efeitos das investigações envolvendo o Banco Master.
Em nota, a instituição controlada pelo governo do Distrito Federal informou que estuda a venda de ativos recuperados do banco privado como forma de reforçar sua posição financeira.
Segundo o banco, eventuais medidas para recomposição de capital só serão avaliadas após a conclusão das auditorias independentes e das análises conduzidas pelo Banco Central.

PIX – Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tenta retomar a confiança da população brasileira em relação ao pix.
Ontem, ele voltou a afirmar que o acompanhamento das transações realizadas via Pix busca fortalecer o combate à lavagem de dinheiro e a crimes financeiros.

Disse que não há qualquer intenção de criar impostos ou cobranças sobre o sistema de pagamentos.
Mesmo assim, há falta de esclarecimento para quem faz transferências bancárias tradicionais, inclusive nas relações familiares, no trabalho doméstico, nas vendas do mercado informal, etc.

A propósito, o Pix ficou fora do ar ontem durante algumas horas, gerando perplexidade.

REGULAMENTAÇÃO – Decreto do Presidente Lula regulamenta a qualificação das instituições comunitárias de ensino superior e define regras para que estas possam fazer parcerias com órgãos estatais e acessar recursos do orçamento público.
Essas entidades são faculdades e universidades sem fins lucrativos constituídas na forma de associação ou fundação e geridas por um conselho comunitário formado por vários segmentos da sociedade civil.

GAZA – Presidente da França, Emmanuel Macron, recusará convite do presidente americano Donald Trump para integrar o Conselho da Paz de Gaza.
Não há ainda clareza sobre a participação do Presidente Lula nesse conselho.

MEDICINA – Mais de 100 cursos de Medicina do Brasil tiveram desempenho insatisfatório no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed).

Essas escolas receberam notas 1 e 2, consideradas insuficientes pelo Inep e serão penalizadas com restrições ao Fies e suspensão de vagas.

CRESCIMENTO – Fundo Monetário Internacional (FMI) avalia que a economia mundial deve crescer 3,3% em 2026, o mesmo ritmo de 2025 e 0,2 ponto percentual acima do previsto anteriormente.

Esse desempenho melhor se deve principalmente ao aumento dos investimentos em tecnologia, especialmente em inteligência artificial (IA). América do Norte e Ásia são as áreas que mais se beneficiam do avanço tecnológico. América Latina deve crescer 2,2%.
A inflação global tende a desacelerar, caindo para 3,8% em 2026.

FMI projeta crescimento de 2,4% para os EUA em 2026, contra 1,3% na zona do euro.
Reduziu a previsão de crescimento do Brasil em 2026 para 1,6%, por causa da política de juros altos.

INFLAÇÃO – Economistas do mercado financeiro reduziram para 4,02% a estimativa de inflação para 2026, segundo o boletim Focus do Banco Central, ouvindo 100 instituições financeiras.

Se confirmada a projeção, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficará abaixo do registrado no último ano — quando somou 4,26%.
Para 2027, a expectativa permaneceu estável em 3,80%.

Sobre os juros, prevista que a taxa oficial Selic estará em 12,25% ao ano ao final de 2026. Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado foi mantida em 10,50% ao ano.

Para o crescimento do PIB de 2026, a estimativa do mercado foi mantida em alta de 1,80%. Para 2027, a projeção de crescimento do PIB foi mantida em 1,80%.

ECONOMIA – Índice Bovespa, da Bolsa de Valores, fechou ontem em 164.849 pontos, com alta de 0,03%.

MUNDO
⬇ EUA – Dow Jones: -0,17%
⬇ EUA – Nasdaq: -0,062%
⬇ EUA – S&P 500: -0,064%
⬇ Europa – Euronext: -1,82%
⬆ China – Xangai: +0,29%
⬇ Japão – Nikkei: -0,65%

MOEDAS
⬇ Dólar Comercial: R$ 5,36 (-1,27%)
⬇ Dólar Turismo: R$ 5,57 (-1,41%)
⬇ Euro Comercial: R$ 6,24 (-1,26%)
⬇ Euro Turismo: R$ 6,50 (-1,52%)
⬇ Bitcoin: R$ 499.383 (-2,39%).

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