Audiência está marcada para 7 de abril e deve tratar da situação financeira do banco e medidas de socorro
Da Redação
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou, na manhã desta terça-feira (17), convite ao presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Souza, e ao secretário de Economia, Daniel Izaías de Carvalho, para que compareçam ao colegiado e prestem esclarecimentos sobre a situação financeira da instituição e as medidas de socorro em análise. A reunião está marcada para o dia 7 de abril, no plenário da CLDF.
Antes da votação do Requerimento nº 2653/2026, o autor da proposta e presidente da comissão, deputado Thiago Manzoni (PL), informou que a convocação obrigatória foi convertida em convite, após os gestores sinalizarem que comparecerão voluntariamente.
“A função fiscalizatória do Poder Legislativo não é acessória, é típica. É nosso dever, como representantes da população, fiscalizar o Executivo”, afirmou Manzoni. O parlamentar ressaltou ainda que não há intenção de expor autoridades, mas de cumprir o papel institucional da Casa.
Durante o debate, o deputado Fábio Felix (PSOL) defendeu a manutenção da convocação, citando a forte cobrança da população diante da gravidade do cenário. Manzoni, por sua vez, garantiu que, em caso de ausência, os gestores serão convocados formalmente. O requerimento foi aprovado por unanimidade, com votos de Manzoni, Felix, Chico Vigilante (PT) e Iolando (MDB).
Terracap
Na mesma reunião, a comissão aprovou a convocação do diretor-presidente da Terracap, Izidio Santos Junior, por meio do Requerimento nº 2660/2026, de autoria do deputado Chico Vigilante.
O objetivo é obter informações sobre a situação jurídica e imobiliária e os impactos para a administração pública e a população relacionados aos imóveis utilizados na capitalização do BRB.
Segundo o parlamentar, ainda existem dúvidas jurídicas relevantes sobre o tema. “A escolha desses imóveis parece ter sido feita pela Terracap e, embora o projeto já tenha sido aprovado, restam questionamentos que precisam ser esclarecidos, em respeito à transparência e ao direito à informação sobre o patrimônio público”, justificou.



