Cachorros e gatos estão suscetíveis a doenças sazonais e tutores devem redobrar atenção neste período
O Distrito Federal concentra uma das maiores populações de animais domésticos do País, com quase 837 mil bichinhos, segundo o Instituto de Pesquisa e Estatística do DF. Você sabia que este público também tende a sofrer com as temperaturas mais frias? A doutora em Saúde Animal e professora de Medicina Veterinária da Universidade Católica de Brasília (UCB), Kássia Vieira, explica quais são os principais cuidados com os pets em época de frio.
“Os animais domésticos têm a mesma sensação de frio que a gente. Eles também sentem essa baixa de temperatura, a baixa umidade que vem junto com a seca. Inclusive, eles têm uma temperatura corporal interna mais alta do que a dos humanos, então eles sentem bem essa diferença de temperatura, esse intervalo grande que fica entre a temperatura ambiental e a temperatura do próprio corpo”, explica.
Sendo assim, é preciso ficar muito atento ao comportamento do seu animal, que pode dar sinais de que está na hora de colocar um casaquinho ou uma cobertinha. Segundo Kássia, pets costumam ficar mais quietos, buscam espaços mais aconchegantes na casa e evitam ficar deitados direto sobre o piso. Outro indicativo é que alguns podem sentir mais fome, pois têm uma maior necessidade calórica.
Além de observar as reações, outra forma de cuidado com os pets é a imunização, por meio de vacinas, para evitar que eles sofram com as doenças sazonais. Assim como acontece com humanos, eles estão sujeitos a algumas situações. Em gatos e cachorros, são duas preocupações diferentes.
“A doença mais comum de aparecer em gatos é o Complexo Respiratório Felino (CRF), que é causado principalmente pelo Herpesvírus, e que às vezes aparece junto com o Calicivírus. São vírus que muitas vezes os animais adquirem por contato. Eles são infectados quando filhotes, que têm a imunidade mais baixa, e acabam virando portadores crônicos destes vírus. Os sinais clínicos são espirro, coriza, dificuldade respiratória”, destaca.
Já em cachorros, o risco maior é de uma contaminação bacteriana. “Os cães também têm um tipo de bronquite infecciosa, que é a tosse dos canis, um tipo de bactéria mais comum nos animais que têm acesso à rua, que vivem em canis, que vão às vezes para hotel ou algum local onde os animais não são vacinados. O frio baixa a imunidade e o animal pode acabar se infectando, e mostrando sintomas como espirro, coriza, tosse, dificuldade respiratória como um todo”, indica.
A veterinária também chama atenção para filhotes, animais idosos e raças que são de portes menores, com corpos mais esguios. Eles podem sofrer de hipotermia, por isso é essencial mantê-los aquecidos.
Para quem mora em apartamento e precisa passear com o pet, Kássia recomenda o uso de roupinhas, caso o animal aceite, e que se evite os horários mais próximos da madrugada, pois são mais gelados. Se estiver ventando ou chovendo, o ideal é o bichinho não ficar exposto.
No caso do animal apresentar alguma alteração no comportamento ou saúde, a Clínica Escola de Medicina Veterinária CatólicaVET está preparada para atender à população, de segunda a sexta-feira, de 9h às 19h.
“Estamos lá para recebê-los sempre que precisar, tanto para fazer as vacinas, pois a prevenção é o mais importante, é o ideal, quanto também se surgir qualquer sintoma como esses que eu mencionei. É importante levar para investigar o que pode ser e nunca medicar os animais por conta própria”, completa a professora.
SERVIÇO
Clínica Escola de Medicina Veterinária CatólicaVET
Local: Bloco P do campus Taguatinga da Universidade Católica de Brasília (UCB) QS 07 – Lote 01, EPCT , Taguatinga Sul
Horário de funcionamento: de 9h às 21h, segunda a sexta-feira
Abertura de ficha: de 9h às 19h
Atendimento: cães, gatos e pets não convencionais



