Outubro Rosa: acesso à mamografia não é o mesmo que rastreamento de rotina

Por: Redação SOS
oto: José Cruz/Agência Brasil - arquivo

O Outubro Rosa abre espaço para esclarecer uma dúvida frequente: ter acesso à mamografia no SUS não significa que todas as mulheres devam fazer o exame todos os anos. A indicação depende da idade, da presença de sintomas e da avaliação de saúde.

A orientação publicada pelo Instituto Nacional de Câncer prevê rastreamento mamográfico populacional entre 50 e 74 anos, a cada dois anos, para mulheres sem sintomas. O rastreamento busca identificar a doença antes de sinais clínicos.

Mulheres de 40 a 49 anos também podem ter acesso ao exame mesmo sem sintomas, sob demanda e em decisão informada com o profissional de saúde. A lei publicada em dezembro de 2025 garante o acesso a partir dos 40 anos conforme as diretrizes do Ministério da Saúde. Esse acesso não transforma a recomendação populacional em um exame anual universal a partir dos 40.

Quando há sinais ou sintomas suspeitos, a situação é de investigação diagnóstica, que não deve ser confundida com o calendário de rastreamento. A orientação individual deve ser buscada no serviço de saúde.

Para moradoras do DF, a campanha é um convite à informação e ao cuidado. Ela não comprova, por si só, que haja mutirão ou agenda de exames disponível hoje em uma unidade específica.

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