COP17 DA BIODIVERSIDADE COMEÇA NA ARMÊNIA COM PAÍSES ATRASADOS EM TODAS AS 23 METAS GLOBAIS

Por: Redação SOS

A 17ª Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade, a COP17, foi aberta nesta segunda-feira (19/10) em Yerevan, capital da Armênia, e segue até o dia 30 de outubro. O encontro reúne governos, especialistas e ativistas para o primeiro balanço global do plano de proteção da natureza adotado há quatro anos, o Marco de Kunming-Montreal.

O cenário é de atraso: os países estão fora do rumo em todas as 23 metas globais para a biodiversidade, incluindo a mais conhecida delas, a chamada “30 por 30”, que prevê conservar 30% das terras e dos mares do planeta até 2030.

Na abertura, a secretária-executiva da Convenção sobre Diversidade Biológica, Astrid Schomaker, afirmou que bilhões de pessoas cujas vidas são afetadas pela perda de biodiversidade dependem do progresso que for feito nas próximas duas semanas. Ela pediu que povos indígenas, comunidades locais, mulheres e jovens contribuam com as decisões das negociações.

O que está na mesa em Yerevan:

– Primeira revisão global do progresso coletivo, com apresentação dos relatórios nacionais e planos de ação atualizados desde 2022;
– Como traduzir metas nacionais em resultados mensuráveis no terreno;
– Financiamento: o plano prevê investimento de pelo menos US$ 200 bilhões por ano até 2030, incluindo ao menos US$ 30 bilhões em financiamento internacional;
– Os arranjos práticos do Fundo Cali, mecanismo financeiro acordado na COP16, na Colômbia, para arrecadar recursos de empresas que usam dados genéticos digitais e redistribuí-los à proteção da biodiversidade e aos povos indígenas;
– Melhoria do monitoramento e do acompanhamento dos compromissos;
– Ações fora da área ambiental, como finanças, consumo sustentável e o fim de incentivos prejudiciais.

A conferência é uma abertura de negociação, não de decisões finais: os resultados concretos, se houver, devem aparecer ao longo das próximas duas semanas.

Por Redação SOS Brasília – Rodrigo Albuquerque

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