Mortalidade por câncer de mama cresceu 3,8 vezes mais entre mulheres negras em 20 anos, aponta Inca

Por: Redação SOS
Foto: Diculgação

O aumento da taxa de mortalidade por câncer de mama entre mulheres negras foi 3,8 vezes maior que o verificado entre mulheres brancas no período de 2000 a 2020, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). O dado faz parte da publicação Disparidades Raciais na Incidência do Câncer de Mama, primeiro volume de uma série dedicada à saúde das mulheres negras, lançada nesta terça-feira (27), Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra, em evento do Outubro Rosa na sede do instituto, no Rio de Janeiro.

A publicação mostra ainda que o diagnóstico da doença em fase avançada é mais frequente entre mulheres negras (60% dos casos) do que entre brancas (50%). Embora a incidência do câncer de mama seja, em geral, menor entre mulheres negras, elas são mais frequentemente afetadas por tumores de comportamento agressivo, como o subtipo triplo-negativo, e diagnosticadas em idades mais jovens.

Segundo o Inca, desigualdades socioeconômicas, dificuldades de acesso aos serviços de saúde e situações de estresse ligadas às condições de vida podem contribuir para as disparidades observadas, que também passam pela qualidade do registro do dado de cor ou raça nas pesquisas. O instituto recomenda fortalecer as políticas de prevenção e promoção da saúde, eliminar barreiras de acesso à mamografia, ao diagnóstico precoce e ao tratamento em tempo oportuno e combater o racismo estrutural e institucional, além de reduzir fatores de risco modificáveis, como obesidade e consumo de bebidas alcoólicas.

Por Redação SOS Brasília – Rodrigo Albuquerque

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