Ainda não há data para julgamento. Corpo do garoto de 9 anos foi encontrado em junho; mãe disse em depoimento que ‘sentia ódio’ pelo filho.
Por Pedro Alves, G1 DF
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Mulheres suspeitas de matar e esquartejar menino de 9 anos no DF — Foto: Divulgação PC/DF
O juiz Fabrício Castagna Lunardi, do Tribunal do Júri de Samambaia, no Distrito Federal, determinou que Rosana Auri da Silva Cândido, de 27 anos, e Kacyla Pryscila Santiago Damasceno Pessoa, de 28 anos, devem ir a júri popular pelo assassinato do menino Rhuan Maycon da Silva Castro, de 9 anos.
Filho de Rosana, o menino foi morto e teve o corpo esquartejado pela mãe e pela companheira dela, em 31 de maio deste ano (relembre abaixo). Desde então, as duas acusadas estão presas na Penitenciária Feminina do DF.
Ao G1, o advogado Renato Barcat, que representa as acusadas afirmou que “somente se manifesta no processo, uma vez que há determinação de segredo de Justiça”.
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Rhuan Maicon tinha quatro anos quando saiu do Acre com a mãe, segundo avô — Foto: Arquivo da família
A sentença de pronúncia, que determinou a análise do caso pelo júri popular, é da última quinta-feira. No caso em questão, o juiz entendeu que existem indícios de que Rosana e Kacyla cometeram um crime contra a vida e tiveram intenção de matar. Por isso, devem ser julgadas pelo tribunal do júri.
As duas respondem pelos crimes de:
- Homicídio qualificado
- Lesão corporal gravíssima
- Tortura
- Ocultação e destruição de cadáver
- Fraude processual
Depoimentos
A decisão foi tomada na última quinta-feira (24), após a realização de audiência na qual testemunhas do caso foram ouvidas pela Justiça. No último dia 21, sete pessoas prestaram depoimento ao juiz Fabrício Lunardi. Entre elas, o delegado responsável pelo caso e ex-vizinhas das acusadas.
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Rhuan Maycon e o avô paterno — Foto: Arquivo da família
Outras oito já haviam sido ouvidas no Acre, onde Rhuan nasceu e viveu até 2014. A família do pai do garoto também mora no estado. A maioria dos intimados eram partes das duas acusadas e do menino Rhuan Maycon.
Rosana e Kacyla também tiveram a oportunidade de prestar depoimento, mas preferiram permanecer em silencio durante a audiência. Ainda não há data marcada para o julgamento delas.
O crime
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Fachada da 26ª Delegacia de Polícia em Samambaia Norte — Foto: Maíra Alves/G1
O corpo de Rhuan Maycon foi encontrado na madrugada do dia 1º junho, esquartejado, dentro de uma mala deixada na quadra QR 425 de Samambaia, no DF. As partes da vítima foram localizadas por moradores da região.
A mãe do menino, Rosana Cândido e a companheira dela, Kacyla Pryscila, foram presas na casa onde moravam com o menino e com a filha de Kacyla, uma menina de 8 anos.
Em depoimento à polícia, Rosana contou que “sentia ódio e nenhum amor pela criança”. Na denúncia, o Ministério Público do DF afirmou que a mãe de Rhuan arquitetou o crime por odiar a família do pai dele.
“Rosana nutria sentimento de ódio em relação à família paterna da vítima. Kacyla conhecia os motivos da companheira e aderiu a eles”, diz a denúncia.
As duas também foram acusadas por tortura. Segundo o MP, elas “castraram e emascularam a vítima clandestinamente” e “impediram que Rhuan tivesse acesso a qualquer tratamento ou acompanhamento médico”.
“Com apenas 4 anos de idade, Rhuan passou a sofrer constantes agressões físicas e psicológicas e a ser constantemente castigado de forma intensa e desproporcional, ultrapassando a situação de mero maltrato”, diz a denúncia.
Já as acusações de ocultação de cadáver e fraude processual dizem respeito às tentativas da dupla de se desfazerem do corpo de Rhuan e dificultarem as investigações.
As duas acusadas deixaram o Acre em 2014. Segundo a família, Rosana fugiu do estado com a criança, a companheira Kacyla Pessoa e a filha da companheira, uma menina de 8 anos.
O pai de Rhuan tinha a guarda do menino, por decisão judicial. A família chegou a registrar um boletim de ocorrência após o sumiço do garoto.
CASO RHUAN MAYCON
- Corpo de menino é encontrado dentro de mala
- Mãe diz que ‘sentia ódio e nenhum amor pela criança’
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Fonte: G1/DF



