Acolhimento e apoio fortalecem mulheres atendidas pelos Centros de Referência da Mulher no DF

Por: Redação SOS

Serviço gratuito da Secretaria da Mulher oferece orientação psicossocial, capacitação profissional e suporte para enfrentamento de desafios emocionais, familiares e financeiros

Da Redação

Buscar ajuda pode ser o primeiro passo para transformar realidades marcadas por inseguranças, conflitos familiares, dependência financeira ou situações de violência. No Distrito Federal, mulheres que enfrentam esses e outros desafios encontram acolhimento e orientação nos Centros de Referência da Mulher Brasileira (CRMBs), equipamentos públicos da Secretaria da Mulher (SMDF) voltados à promoção da autonomia e ao fortalecimento feminino.

Com atendimento gratuito, as unidades oferecem suporte psicossocial e encaminhamentos para a rede de proteção, além de atividades voltadas à qualificação profissional e ao desenvolvimento pessoal. O serviço está disponível nos centros localizados no Recanto das Emas, Sol Nascente, São Sebastião e Sobradinho II.

Para receber atendimento, é necessário apenas apresentar um documento oficial com foto. O acolhimento inicial pode ser realizado por procura espontânea ou mediante agendamento, conforme a disponibilidade da equipe técnica.

De acordo com a secretária interina da Mulher, Jackeline Aguiar, os centros atendem mulheres que vivenciam diferentes situações e necessitam de apoio para superar dificuldades e retomar projetos de vida.

“Mulheres que enfrentam dificuldades emocionais, problemas familiares, dependência financeira, baixa autoestima ou que simplesmente precisam de orientação podem buscar esse auxílio”, destaca.

As unidades também dispõem de espaços destinados às crianças, acompanhadas por monitoras, permitindo que mães participem das atividades e atendimentos com tranquilidade.

O trabalho é desenvolvido por equipes multidisciplinares formadas por psicólogas, assistentes sociais, assistentes jurídicas e enfermeiras. Juntas, as quatro unidades realizam cerca de 714 atendimentos por mês, entre acompanhamentos individuais e atividades coletivas.

Para a coordenadora de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher, Keila Domingues, o serviço desempenha um papel essencial no resgate da autoestima e da confiança das participantes.

“Muitas mulheres chegam até nós sem conseguir enxergar a própria dor. Nosso trabalho vai além da orientação; buscamos oferecer suporte emocional, fortalecer a autonomia e ajudá-las a recuperar a própria voz e dignidade”, afirma.

Realizado de forma sigilosa e humanizada, o acompanhamento considera as particularidades de cada caso e busca oferecer às mulheres condições para reconstruir trajetórias com mais segurança, independência e qualidade de vida.

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