Servidor repassava primeira via de multas para grupo criminoso, em vez de lançá-las no sistema. Ele é o quarto preso na operação Trânsito Livre.

Um agente de trânsito do Departamento de Estradas e Rodagem do DF (DER-DF) foi preso preventivamente, na manhã desta segunda-feira (23), durante a terceira fase da operação Trânsito Livre, que investiga um esquema de propina paga a servidores do órgão. Ele ficará detido por tempo indeterminado.
As investigações do Ministério Público do DF miram servidores que comandavam um suposto esquema de corrupção no órgão. As ações foram feitas em parceria com o Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar da capital.
Na primeira fase da operação, três pessoas foram presas. Na segunda fase, o MP fez buscas e apreensões na casa de uma motorista suspeita de pagar propina.
Os operadores do esquema vão responder por associação criminosa e corrupção passiva. Os motoristas flagrados pagando propina serão denunciados por corrupção ativa.
Como funcionava o esquema
O servidor preso nesta segunda (23) multava os motoristas e, em vez de inserir a infração no sistema, entregava a primeira via da autuação para os demais integrantes do grupo criminoso, segundo o promotor Marcel Bernardi, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
O agente também acessava o sistema informatizado do DER para pegar os contatos telefônicos dos motoristas autuados.
Assim, os outros envolvidos no esquema podiam abordam os infratores e pedir propina para que a infração não fosse inserida no sistema – os motoristas aceitavam pagar até R$ 1,5 mil para os investigados.
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Samambaia e Águas Claras
Nesta segunda-feira, além da prisão do quarto integrante do suposto grupo criminoso, o MP fez buscas no 3º Distrito Rodoviário do DER, em Samambaia, onde o servidor trabalhava, e na casa dele, em Águas Claras.
De acordo com o Ministério Público, o envolvimento do agente de trânsito preso foi descoberto depois da análise dos materiais apreendidos nas duas primeiras fases da operação.
As investigações continuam em relação a outros funcionários públicos e motoristas que tenham pago propina.
Fonte: Gabriel Luiz, TV Globo



