Crime foi na Asa Sul, há um ano. Jonas Zandoná era casado com vítima; cabe recurso da decisão.
Por Afonso Ferreira, G1 DF
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Jonas Zandoná, que foi preso por suspeita de arremessar a mulher — Foto: Reprodução/TV Globo
O Tribunal do Júri de Brasília condenou Jonas Zandoná a 25 anos de reclusão, nesta quinta-feira (22). Ele é acusado de matar a então mulher, Carla Graziele Rodrigues Zandoná, de 37 anos, ao arremessá-la do 3º andar de um prédio na 415 Sul, em Brasília. O crime ocorreu em agosto de 2018 (entenda abaixo).
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O homem de 44 anos foi condenado por homicídio triplamente qualificado: por ser um feminicídio, com motivo torpe e ter ocorrido de forma cruel. A sentença é de primeira instância e cabe recurso. No entanto, a Justiça não permitiu que Jonas recorra em liberdade.
Em nota enviada ao G1, a defesa do acusado informou que vai recorrer da decisão (veja íntegra abaixo)
Ao analisar o caso, o júri acolheu na íntegra a denúncia do Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT). Segundo a acusação, o caso revelou “brutalidade fora do comum, haja vista que o acusado provocou na vítima sofrimento intenso e desnecessário”.
Relembre o caso
O crime ocorreu em 6 de agosto do ano passado. Carla Graziele Rodrigues Zandoná foi encontrada por uma vizinha no gramado em frente ao prédio onde o crime ocorreu, com um corte no pescoço. A vítima chegou a ser resgatada com vida, mas morreu no hospital.
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Carla Graziele Rodrigues Zandoná, que morreu ao cair de apartamento — Foto: Reprodução/TV Globo
À época, a Polícia Militar informou que Carla foi encontrada “de costas ao chão”, o que descartaria a hipótese de suicídio.
O casal morava no 3º andar do prédio junto com um aposentado, de 75 anos. Na delegacia, o idoso contou que estava em casa no momento do crime.
Jonas Zandoná foi preso em flagrante. A polícia teve que arrombar a porta para prender o marido, que foi levado à delegacia com sinais de embriaguez e disse que não se lembrava de nada.
Histórico de violência doméstica
De acordo com a Polícia Civil, Zandoná tinha antecedentes criminais relacionados a violência doméstica. Em janeiro de 2017, ele foi preso no âmbito da Lei Maria da Penha por agredir Carla.
À época, a Justiça aplicou medidas protetivas. Segundo a ordem, ele não poderia ficar a menos de 300 metros de distância da vítima, nem entrar em contato com ela por telefone ou internet. Em abril do mesmo ano, o processo foi arquivado.
Já em 2018, Jonas foi preso por tentativa de furto a um supermercado da quadra onde morava. Segundo os investigadores, ele também foi indiciado seis vezes por lesão corporal contra outras vítimas.
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Prédio da Asa Sul de onde mulher despencou do terceiro andar — Foto: Reprodução/TV Globo
O que diz a defesa
Em respeito ao princípio do contraditório e da ampla defesa, considerando que o laudo do local não foi conclusivo para homicídio, suicídio ou acidente.
Pelo fato de existir uma terceira pessoa no apartamento, no dia do ocorrido, que responde um processo por crime de homicídio, o qual Carla seria testemunha, a defesa informa que é necessário recorrer.
O objetivo é que o Tribunal reanalise os pontos considerados pela defesa como controversos.
Fonte: G1/DF




