Major da PM nomeado para administração da Estrutural, no DF, foi condenado duas vezes pela Justiça

Major da PM Fábio Borges da Costa, nomeado administrador da Estrutural, no DF, foi condenado duas vezes pela Justiça — Foto: TV Globo / reprodução

Fábio Borges Ferreira da Costa foi afastado das funções e teve direitos políticos suspensos por exercício irregular do comércio. GDF nomeou policial para cargo de confiança.

Por Gabriel Luiz, TV Globo

Major da PM Fábio Borges da Costa, nomeado administrador da Estrutural, no DF, foi condenado duas vezes pela Justiça — Foto: TV Globo / reprodução

Major da PM Fábio Borges da Costa, nomeado administrador da Estrutural, no DF, foi condenado duas vezes pela Justiça — Foto: TV Globo / reprodução

O novo administrador da Cidade Estrutural, no DF, foi condenado duas vezes pela Justiça por exercício irregular do comércio. O major da Polícia Militar Fábio Borges Ferreira da Costa, nomeado no dia 9 de agosto, chegou a ser afastado da PM e teve os direitos políticos suspensos – o que impediria a nomeação dele para cargos de confiança (entenda abaixo).

Os casos foram julgados pela Auditoria Militar – um colegiado de militares no Tribunal de Justiça do Distrito Federal.

O major Fábio Borges Ferreira da Costa disse que a empresa nunca foi no nome dele, que era da irmã. Falou ainda que “muitos policiais têm uma segunda atividade”, mas que isso nunca gerou prejuízo.

Mas a Justiça entendeu que Fábio Borges Ferreira da Costa tinha envolvimento direto com a Skip Eventos Limitada, junto com a irmã. Segundo a sentença, o major da PM atuava como administrador da empresa – o que é proibido pelo Código Militar.

Formatura dos bombeiros

Novo administrador da Estrutural tem duas condenações na Justiça Militar

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Novo administrador da Estrutural tem duas condenações na Justiça Militar

O primeiro caso em que o administrador da Estrutural foi condenado é de 2013. Segundo a Justiça, o major fechou um contrato para realizar a formatura do curso de praças do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal.

A festa foi no Pavilhão do Parque da Cidade e, de acordo com o processo, Fábio Borges Ferreira da Costa não dizia que era militar. Isso só teria sido descoberto depois do evento, pelos próprios formandos.

“O denunciado dava a entender que era civil, eis que não se apresentava como militar ou oficial da PMDF, condição que só posteriormente foi descoberta pelos integrantes da Comissão”, diz o processo.

O major foi punido com seis meses de afastamento da PM. Nesse período, continuou indo ao trabalho e não perdeu o salário, mas perdeu os direitos políticos.

Formatura da PM

Na segunda condenação, a empresa Skip Eventos Limitada buscava habilitação para organizar a festa de formatura da Polícia Militar do DF. De acordo com a denúncia, Costa chegou a oferecer um churrasco, de graça, para os formandos.

O churrasco não aconteceu e a empresa também não organizou a cerimônia. A Justiça condenou Fábio Borges Ferreira da Costa a sete meses de afastamento e suspendeu os direitos políticos dele.

Lei da Ficha Limpa

Lei da Ficha Limpa proíbe que alguém com direitos políticos suspensos assuma cargo comissionado ou de confiança.

Além das duas condenações, o policial militar tem, pelo menos, seis anotações de punição na ficha funcional. Para a Justiça, isso demonstra que “o acusado não exerce com zelo a função militar”.

Até a última atualização desta reportagem, o GDF não havia se posicionado sobre o fato do major ter sido nomeado para a administração da Estrutural. Fábio Borges Ferreira da Costa disse à TV Globo que ainda não assumiu o cargo oficialmente.m boas, tratavam-se de eventos.

Fonte: G1/DF

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