Duci Maria, de 8 anos, passa por cirurgia no Hospital da Criança. Banda do Corpo de Bombeiros e fisioterapeuta promoveram surpresa com pagode preferido dela, um dia antes do procedimento.

Duci Maria Pereira da Silva, a menina de 8 anos que encantou profissionais do Hospital da Criança de Brasília ao dançar ao som de Raça Negra (veja vídeo acima), será operada nesta quinta-feira (21) para a retirada de um tumor cerebral.
A cirurgia está marcado para as 16h e será conduzida pelo mesmo neurocirurgião que operou as gêmeas siamesas Lis e Mel, em abril – o doutor Benício Oton de Lima. A equipe é formada por cerca de 10 profissionais.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/O/D/rLgAmmTiyH8gpAMTIaIg/whatsapp-image-2019-11-21-at-12.09.15.jpeg)
Na quarta-feira (20), véspera do procedimento, Duci dançou pagode, ao som da música “Cheia de Manias” – a preferida da menina. Primeiro, quem pôs a música foi a fisioterapeuta Gabriella Calzolari, que trabalha no hospital e queria realizar um desejo da criança. Depois, a banda do Corpo de Bombeiro do DF tocou Raça Negra, ao vivo.
“A Duci é super animada, dança, canta e fala de tudo”, disse o irmão dela ao G1, o estudante Pedro Antônio de Carvalho, de 22 anos. Segundo ele, foi a menina quem pediu a música para a funcionária do hospital porque “estava triste e preocupada com o procedimento”.
“Agora Duci está tranquila e só preocupada em voltar para casa. Ela vai para escola todos os dias ouvindo Raça Negra e vive cantando, ela sempre pede pra colocar.”
‘Didididiê’

No vídeo gravado pelo irmão, Duci aparece dançando nos corredores do hospital, de mãos dadas com a fisioterapeuta. Depois, ao encontrar os músicos do Corpo de Bombeiros, que estavam no local para comemorar o aniversário do hospital, ganhou a música de presente.
A banda militar tocou “Cheia de Manias”, do grupo Raça Negra, e Duci sambou ao lado do sargento Cícero Arthur de Augusto Costa.
Com um enorme sorriso, a criança esqueceu a tristeza e emocionou a equipe do hospital e os militares.
Cirurgia delicada
Parentes de Duci Maria contaram ao G1 que o tumor da menina foi descoberto há poucos dias, em 12 de novembro. Eles decidiram procurar um especialista após ela se queixar de dores de cabeça.
A suspeita era de meningite. Mas a anomalia apareceu em uma tomografia.
“No Hospital da Criança os exames mostraram o tumor”, disse o irmão.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/8/k/pvEaxlTBGDos2VskKB2A/whatsapp-image-2019-11-21-at-12.07.00.jpeg)
O médico, Benício Oton, disse estar otimista com o procedimento. No entanto, destaca a complexidade de uma neurocirurgia.
“É de retirada de um tumor cerebral. A região é um lugar nobre e delicado”.
A cirurgia só deve terminar durante a noite desta quinta. Segundo o especialista, a alegria e a autoconfiança da menina podem ajudar na recuperação.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/o/x/pSaomeQNykXiMJMJ9sZw/menina-opera-g1.jpg)
“Se a criança está confiante e satisfeita é um bom sinal. A cirurgia é estressante, e centro cirúrgico um ambiente hostil, é importante que ela se sinta assim.”
Fonte: Marília Marques, G1 DF



