Veículo vermelho foi citado por vítimas que prestaram queixa recentemente. Polícia relaciona ao menos duas mortes e 10 casos de violência sexual a Marinésio Olinto.
Por Afonso Ferreira e Geraldo Beckher, G1 DF e TV Globo
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Marinésio de Sousa Olinto — Foto: Polícia Civil do DF/Divulgação
A Polícia Civil do Distrito Federal investiga se Marinésio dos Santos Olinto – chamado de “maníaco em série” por um dos delegados que cuidam do caso – usou o carro do irmão para cometer outros crimes na capital.
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Na semana passada, o cozinheiro confessou ter assassinado a funcionária do Ministério da Educação (MEC) Letícia Sousa Curado Melo, de 26 anos, e a empregada doméstica Genir Pereira de Sousa, de 47.
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Carro onde funcionária do MEC teria entrado, na sexta-feira (23), antes de desaparecer, segundo Polícia Civil do DF — Foto: Polícia Civil do DF / Divulgação
Na sexta-feira (30), o irmão de Marinésio prestou depoimento na 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá) e revelou que o cozinheiro não dirigia apenas a Blazer prata flagrada pelas câmeras de segurança que registraram Genir e Letícia pela última vez antes de serem encontradas mortas
No depoimento, ele contou aos policiais que emprestou “várias vezes” um carro vermelho para Marinésio. De acordo com a Polícia Civil, ao menos duas vítimas de estupro que registraram queixa na semana passada disseram ter sido abordadas por ele em um veículo vermelho.
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Entre elas, está uma adolescente de 17 anos supostamente ameaçada por ele com uma faca. O crime ocorreu em 1º de abril deste ano. A garota relatou que foi violentada e jogada para fora do carro.
“Comecei a ter problemas de saúde e tive crise de depressão.”
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Marinésio dos Santos Olinto, autor confesso de dois assassinatos — Foto: TV Globo/Reprodução
Marinésio está preso no Departamento de Polícia Especializada (DPE). A polícia relaciona pelo menos duas mortes e dez crimes de abuso sexual ao suspeito. Além disso, passou a investigar uma possível relação entre o suspeito e crimes cometidos em 2014 e 2015, mas nunca solucionados.
Um dos crimes investigados é o desaparecimento de Gisvania Pereira dos Santos, de 33 anos. O delegado-chefe da Divisão de Repressão a Sequestros (DRS), Leandro Ritt, disse que o suspeito negou envolvimento com o desaparecimento de Gisvania. Mesmo assim, Ritt afirmou que vai continuar a investigação.
Silêncio oficial
A Polícia Civil do DF informou por meio de nota que, por enquanto, não vai se pronunciar mais sobre ocorrências que envolvam o cozinheiro Marinésio Olinto como suspeito.
“Por determinação da direção do Departamento de Polícia Circunscricional— DPC, estão suspensas, temporariamente, todas as entrevistas e ou coletivas de imprensa sobre ocorrências e envolvimento de Marinésio Olinto em crimes no âmbito do Distrito Federal.”
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Segundo o delegado Jeferson Lisboa, diretor do DPC, a decisão será cumprida pelos dirigentes e investigadores envolvidos no trabalho, tendo em vista a importância do sigilo para a devida apuração dos fatos.
Fonte: G1/DF




