Previsão macabra: cemitério do DF faz 1,3 mil exumações e libera espaço para sepulturas; veja fotos

Processo não tem relação com pandemia de coronavírus, diz Campo da Esperança, que administra local. Área aberta em Taguatinga tem 3,3 mil metros quadrados.

Por G1 DF

Jazigos sendo abertos no Cemitério de Taguatinga — Foto: TV Globo/Reprodução

Jazigos sendo abertos no Cemitério de Taguatinga — Foto: TV Globo/Reprodução

O cemitério do Distrito Federal realizou 1,3 mil exumações, na manhã desta terça-feira (7), para abertura de novas sepulturas na unidade de Taguatinga. A imagem (veja acima) mostra a área de 3,3 mil metros quadrados que atualmente é destinada para pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Cemitério de Taguatinga abre espaço para novas sepulturas — Foto: TV Globo/Reprodução

Cemitério de Taguatinga abre espaço para novas sepulturas — Foto: TV Globo/Reprodução

Em nota enviada ao G1, a Campo da Esperança – concessionária que administra o local – afirmou que o processo não tem relação com a pandemia de coronavírus. “Ele faz parte de um plano de reaproveitamento do espaço para novos sepultamentos, iniciado em 2016”.

O comunicado também diz que a empresa está em contato com o governo do Distrito Federal para monitorar a situação sobre a Covid-19 e avaliar possível aumento da produção de jazigos.

“Se necessária, o que esperamos não aconteça, qualquer medida nesse sentido será definida em conjunto com o GDF.”

Cemitério de Taguatinga abre espaço para novas sepulturas — Foto: TV Globo/Reprodução

Cemitério de Taguatinga abre espaço para novas sepulturas — Foto: TV Globo/Reprodução

Capacidade quase esgotada

A administração do cemitério também informou que, para a abertura dos novos jazigo, foi preciso exumar restos mortais de pessoas que participaram de enterros sociais. Nesses casos, as sepulturas são cedidas gratuitamente pelo GDF.

Vista pelo Globocop dos novos espaços para sepulturas no Cemitério de Taguatinga — Foto: TV Globo/Reprodução

Vista pelo Globocop dos novos espaços para sepulturas no Cemitério de Taguatinga — Foto: TV Globo/Reprodução

Ao todo, o DF possui seis cemitérios e, até novembro do ano passado – balanço mais recente –, possuía cerca de 490 mil pessoas sepultadas. Nas unidades de Taguatinga e do Gama não havia mais espaço para novas sepulturas.

Sepulturas no Cemitério Campo da Esperança, em Brasília — Foto: Raquel Morais/G1

Sepulturas no Cemitério Campo da Esperança, em Brasília — Foto: Raquel Morais/G1

Uma alternativa para a superlotação é o crematório da capital, que aguarda a liberação da área para entrar em operação. A Campo da Esperança, que também vai operar o novo serviço, estima que ele comece a funcionar no segundo semestre de 2020.

O equipamento comprado para cremar os corpos foi encomendado nos Estados Unidos e custou US$ 100 mil, sem contar o frete e as taxas de importação e alfandegária.

Campo da Esperança

A Campo da Esperança atua no DF desde 2002 e, de acordo com ela, o maior desafio é aumentar a vida útil dos cemitérios.

Cemitério de Taguatinga abre espaço para novas sepulturas — Foto: TV Globo/Reprodução

Cemitério de Taguatinga abre espaço para novas sepulturas — Foto: TV Globo/Reprodução

Segundo a empresa, considerando apenas as áreas disponíveis para construção de novos jazigos, o tempo útil dos cemitérios não é muito grande:

  • Cemitério da Asa Sul: suporta mais 2 anos
  • Cemitério de Brazlândia: mais 6 anos
  • Cemitério de Sobradinho: mais 7 anos
  • Cemitério de Planaltina: mais 6 meses

Fonte: G1/DF

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