João Marcos Vassalo da Silva Pereira está preso pelo assassinato de Pedrolina Silva e pela tentativa de estupro de uma adolescente de 18 anos. Uma quarta vítima deve prestar depoimento nesta sexta (6).
Por Vinicius Cassela, TV Globo
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oão Marcos Vassalo da Silva Pereira, de 20 anos é suspeito de matar mulher em parada de ônibus no DF — Foto: Polícia Civil/ Divulgação
Uma adolescente de 16 anos procurou a Polícia Civil do Distrito Federal, nesta quinta-feira (5), para denunciar uma tentativa de abuso sexual cometida por João Marcos Vassalo da Silva Pereira, de 20 anos. Suspeito de matar Pedrolina Silva, de 50 anos, o jovem preso na terça-feira (3) e teria atacado a menina pouco antes de ser detido.
Com a denúncia, sobe para três o número de mulheres que acusam João Marcos Vassalo. Além de Pedrolina e da adolescente, uma outra mulher foi alvo de tentativa de estupro pelo rapaz. O caso levou à prisão do suspeito (entenda abaixo).
Uma quarta mulher que teria sido alvo de tentativa de abuso por Vassalo fez contato com a Polícia Civil para denunciar o caso. Os investigadores esperam por ela nesta sexta-feira (6), para prestar depoimento.
Segundo a delegada Bruna Eiras, da 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), a adolescente de 16 que procurou a polícia nesta quinta contou em depoimento que estava em uma parada de ônibus, próximo ao Centro de Convenções do Banco do Brasil (CCBB), quando foi abordada.
De acordo com a vítima, João Marcos Vassalo tentou agarrá-la a força e começou a “falar palavras de baixo calão” sobre o que faria com a adolescente se ela fosse com ele para um matagal.
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Fachada da 1ª DP, na Asa Sul, em Brasília — Foto: Marília Marques/G1
A jovem disse aos policiais que conseguiu fugir quando o ônibus que esperava chegou na parada. O motorista teria ajudado a menina de 16 anos a escapar.
À reportagem, a delegada explicou que o crime será enquadrado como ameaça, porque João Marcos Vassalo não conseguiu iniciar ato sexual com a adolescente.
Caso Pedrolina
João Marcos Vassalo da Silva Pereira foi preso pela Polícia Militar na terça (3), por uma outra tentativa de estupro, no Lago Sul. De acordo com a corporação, a vítima conseguiu fugir após “bater a tampa de uma caixa térmica na cabeça do rapaz”.
No dia seguinte, a Polícia Civil conectou o suspeito à morte de Pedrolina Silva, de 50 anos. A mulher estava desaparecida desde o dia 1º de setembro e foi encontrada morta na terça-feira (3), em um matagal próximo ao Lago Paranoá.
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Corpo de Pedrolina Silva, de 50 anos foi encontrado próximo ao Lago Paranoá, na Asa Sul. — Foto: Arquivo pessoal
Segundo a corporação, João Marcos Vassalo confessou o crime. Imagens de uma câmera de segurança de uma faculdade da L4 Sul mostraram aos investigadores que a vítima foi atacada pelo rapaz enquanto esperava um ônibus.
Câmeras de segurança de faculdade mostram vítima sendo atacada por um homem
Em audiência de custódia na manhã desta quinta (5), o Tribunal de Justiça do Distrito Federal decidiu converter a prisão do suspeito de flagrante para preventiva – isso significa que, agora, ele poderá ficar preso indefinidamente, aguardando o julgamento definitivo.
De acordo com a polícia, João Marcos Vassalo já tinha sido detido duas vezes: uma por tráfico de drogas e uma por tentativa de roubo.
Polícia pede ajuda
A Polícia Civil pede ajuda para a população. Quem tiver informações sobre crimes cometidos por João Marcos Vassalo da Silva, pode enviá-las pelo telefone 197, ou pelo e-mail: [email protected].
Marinésio Olinto
O caso ocorre uma semana após a prisão de Marinésio dos Santos Olinto. Chamado de “maníaco em série” por um dos delegados que cuidam do caso, o homem confessou ter assassinado a funcionária do Ministério da Educação (MEC) Letícia Sousa Curado Melo, de 26 anos, e a empregada doméstica Genir Pereira de Sousa, de 47.
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Marinésio de Sousa Olinto — Foto: Polícia Civil do DF/Divulgação
Segundo as investigações, ele costumava se passar por motorista de transporte pirata para atrair as vítmas. Em depoimento à 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá), o irmão de Marinésio revelou que o cozinheiro usava mais de um carro para cometer crimes.
O suspeito está preso no Departamento de Polícia Especializada (DPE). A polícia relaciona pelo menos duas mortes e dez crimes de abuso sexual a ele.
Além disso, passou a investigar uma possível relação entre o cozinheiro e crimes cometidos em 2014 e 2015, mas nunca solucionados.
Fonte:G1/DF




