Era Bolsonaro tem maior número de conflitos por terra desde 1985

Por: Redação SOS

As mortes em consequência de conflito no campo saltaram de nove, em 2020, para 109, em 2021, representando um aumento de 1.110%

Os três primeiros anos de gestão do presidente Jair Bolsonaro (PL) concentraram 5.725 confrontos no campo. Os números são os maiores registrados desde o início da série histórica, em 1985, e estão no levantamento Conflitos no Campo, Brasil 2021, da Comissão Pastoral da Terra (CPT).

Segundo o levantamento, divulgado nesta segunda-feira (18/4), Rondônia foi o estado com o maior número de assassinatos, registrando 11 mortes, em 2021, e um massacre, ocorrido em terras indígenas ianomâmi. O estado do Maranhão vem em seguida, com nove assassinatos, depois Roraima, Tocantins e Rio Grande do Sul, cada um com 3 assassinatos. As vítimas foram: 10 indígenas, nove sem-terras, seis posseiros, três quilombolas, dois assentados, dois pequenos proprietários, duas quebradeiras de coco babaçu e um aliado.

O estudo mostra ainda que o número de sem-terras assassinados aumentou 350% de 2020 para 2021, passando de dois para nove no ano. As mortes em consequência do conflito no campo saltaram de nove, no ano anterior, para 109, em 2021, representando um aumento de 1.110%

No último dia 8, o presidente Bolsonaro voltou a defender o armamento por parte da população. O chefe do Executivo disse, sem especificar sobre qual situação se referia, que “povo armado jamais será escravizado” e que “reagirá a qualquer ditador de plantão que queira roubar a liberdade do seu povo”.

O chefe do Executivo também empoderou o armamento no campo em outras ocasiões, chegando a dizer que o Movimento Sem Terra (MTS) tem medo de chegar próximo às propriedades. “Fazendeiros podem proteger suas terras”, disse em vários momentos.

*Com informações do Correio Braziliense

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