Empresa afirma que quitou pagamentos em atraso e que vai depositar metade das horas extras devidas. Em protesto, rodoviários cruzaram os braços na madrugada de terça-feira (6)
Após um dia de paralisação, cobradores e motoristas de ônibus da empresa Auto Viação Marechal voltaram ao trabalho na manhã desta quarta-feira (7). Os rodoviários decidiram cruzar os braços, na madrugada de terça (6), em protesto à falta de pagamentos.
Devido à paralisação, a circulação de ônibus estava comprometida em pelo menos seis regiões. No entanto, até as 7h desta quarta-feira, dos 464 veículos da empresa, 260 estavam em circulação, segundo o site DF no Ponto, do GDF.
Os ônibus da empresa Marechal atendem às seguintes regiões:
- Taguatinga
- Ceilândia
- Águas Claras
- Estrutural
- Vicente Pires
- Guará.
Pagamentos atrasados
A remuneração dos funcionários estava atrasada desde segunda-feira (5). Em outubro, eles haviam recebido apenas metade do salário. Além disso, os rodoviários reivindicavam o pagamento das horas extras, que não era feito há dois meses.
Entretanto, de acordo com a Marechal, os salários dos empregados foram quitados e o valor correspondente a um mês de horas extras atrasadas será pago ainda nesta quarta.
Queda na arrecadação
Após a paralisação, a Marechal informou que teve queda na arrecadação devido à pandemia da Covid-19. Além disso, a empresa se queixou da redução do número de passageiros e que o Executivo não tinha aceitado fazer reajustes nas tarifas.
“A crise causada pelo novo coronavírus reduziu em cerca de 60% o número de passageiros transportados, mas a empresa continuou operando com 100% da frota desde o início da pandemia, não reduziu salários ou suspendeu contratos, mantendo todos os postos de trabalho sem nenhuma demissão”, informou a Marechal, em nota divulgada nessa quarta.
A empresa ressaltou, ainda, que a pandemia reduziu a receita para apenas 40% do que era antes do período, “levando à insustentabilidade da operação”.
Segunda paralisação
Essa é a segunda paralisação da Marechal em menos de um mês. Em 21 de setembro, os rodoviários fizeram outra paralisação, também por falta de pagamentos. O protesto relâmpago afetou 464 ônibus.
Fonte: Walder Galvão – G1 DF



