Para reduzir impacto ambiental, festival viabilizou plantio de 15 mil mudas nativas do Cerrado. Nesta quinta-feira (21), estudantes plantam últimas árvores.
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O Brasília Capital Moto Week (BCMW) está prestes a zerar o carbono emitido durante as três últimas edições, em 2017, 2018 e 2019. O objetivo, segundo os organizadores do evento, é mostrar que “é possível compensar a emissão do gás em festivais de grande porte”.
Neste ano, o festival recebeu 350 mil motos durante os dez dias de programação. Para reduzir o impacto ambiental, o Moto Week viabilizou o plantio de 15 mil mudas de árvores nativas do Cerrado.
O projeto foi dividido em duas etapas. A primeira, em parceria com escolas da área rural de Brasília, contou com palestras para os alunos e a construção conjunta de viveiros.
Nesta quinta-feira (21), os estudantes plantam as últimas mudas no Parque Pequizeiros, no Núcleo Rural Santos Dumont. A segunda etapa do plantio, feita em parceria com produtores rurais, termina em dezembro.
25 mil mudas
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O Brasília Moto Week mantém 5 viveiros na capital. Em cada um deles são produzidas 5 mil mudas por ano, totalizando 25 mil árvores em crescimento em 2020.
O trabalho de plantar as espécies nativas em todo o DF é feito em parceria com a Rede Pede Planta – responsável pelos cálculos de emissão e de compensação de carbono – e com o Projeto Produtor de Água no Pipiripau, coordenado pela Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal (Adasa) e pela Agência Nacional de Águas (ANA).
Segundo a organizadora do Moto Week, Juliana Jacinto, “um festival não pode se deter apenas ao entretenimento”. A preocupação com o meio ambiente é uma regra, diz ela.
“Movimentamos a cidade, geramos resíduos e precisamos nos responsabilizar pelo impacto causado ao meio ambiente. Por isso, buscamos a cada ano bater metas de sustentabilidade.”
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Mais sustentabilidade
Além da compensação de carbono, o Brasília Capital Moto Week realiza outras ações para reduzir o impacto ambiental. Em 2019, copos e recipientes plásticos descartáveis foram banidos e substituídos por reutilizáveis.
Os resíduos gerados também tiveram destinação adequada. Pelo menos 70% de todo material descartado durante o evento foi reciclado.
Além de equipes de limpeza, sinalização e lixeiras espalhadas por todo espaço, o festival contou com uma área de triagem, onde uma cooperativa trabalhou durante os dez dias.
“Reciclamos o que era possível e todo o material orgânico foi enviado para compostagem. Assim, construímos o evento de motociclismo mais sustentável do mundo, afinal resíduo tem valor, gera emprego e precisa ser cuidado”, afirma Juliana Jacinto.
Fonte: G1 DF



