VERDE-AMARELE-SE JÁ! O BRASIL PRECISA DE VOCÊ

RENATO RIELLA*
O tempo (e a idade) me deram um grande valor, com o resgate das cores.
Há alguns anos, num restaurante, me sentia bonitão, com uma camisa vermelha caríssima e lindinha, que meus enteados trouxeram de Miami.
No melhor dos gostos, me encontrei com importante político. O cara  me olhou com estranheza e falou: “De vermelho, agora?” Vivíamos a época dos péssimos governos petistas…


Hoje me sinto livre para usar qualquer cor.
No último aniversário, ganhei uma camisa de malha das minhas netas, comprometedora: rosinha, cor de calcinha. Adorei! É a que mais uso nos fins de semana.
Antes, gostava de usar preto. Mas uns e outros diziam ser a cor do luto. Resgatei com prazer essas minhas camisas escuras.
Em outros tempos, evitei o verde, que era a cor do Arruda. E o azul, a marca do Roriz.
Hoje, sou todo arco-íris. E acho que os gays não têm o direito de sequestrar a profusão de cores que Deus nos deu de presente.
Saia por aí do jeito que quiser. Somos livres.


O branco (suja mais, eu sei!) é fantástico. E até o roxo, cor da tristeza, se bem usado, dá o maior charme.
Esqueci do amarelo. Ora, tenho o direito de dizer que não gosto muito, mas é uma cor marcante dos símbolos nacionais. Portanto, podemos amarelar de vez em quando.
Andei pensando: por que Deus nos ofereceu tanta variedade de cores? 
Na verdade, é uma das maneiras de tornar este mundo terreno (carnal) mais atraente, com coisas que não temos “lá em cima”, como por exemplo sexo, futebol, pizza, piadas de sacanagem, etc.
As cores das peles e as cores dos animais também são apreciáveis, tanto quanto a cor das flores, onde prevalecem todos os tons.
Portanto, verde-amarele-se bastante nesses dias em que o Brasil está precisando tanto de nós. Não deixe ninguém patrulhar nenhuma cor na sua vida.    
Coloridos, somos mais vivos, mais sanguíneos – e mais decisivos.

*Renato Riella, jornalista

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