Impasse na Petrobras desafia o Governo

Por: Renato Riella

O general Luna e Silva permanece como presidente da Petrobras, enquanto o Governo Federal discute nomes para assumir a direção da empresa.
A Assembleia Geral da companhia, marcada para a próxima semana, tende a ser adiada, diante desse impasse.

Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, confirmou ontem que ainda não chegou a uma proposta para apresentar ao Presidente Bolsonaro.

Nomes sugeridos antes estão afastados. A solução está sendo buscada em parceria com outras áreas do Governo, entre as quais o Ministério da Economia.
“Estou trabalhando em perfis adequados para assumir o Conselho de Administração e a empresa neste momento. Depois, chegarei aos nomes que preenchem esses perfis”, disse Bento Albuquerque.

Passa a ser tema que centraliza as preocupações do Governo, impedindo o desenvolvimento de outros temas vitais na semana.

GUERRA – Presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, cobrou ações do Conselho de Segurança da ONU em relação à guerra.

Ele acusa a Rússia de cometer genocídio contra o povo ucraniano, citando a destruição das cidades e centenas de civis mortos em Bucha.
Segundo Zelinkski, há imagens de satélite que podem levar a uma investigação independente.

A Ucrânia pede que a Rússia seja expulsa do Conselho de Segurança da ONU.

 

ÔNIBUS – Após suspeitas de superfaturamento, o Ministro Walton Alencar, do TCU (Tribunal de Contas da União), cancelou a finalização da licitação para a compra de ônibus escolares feita pelo FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), órgão vinculado ao Ministério da Educação.

Ele acha que há fatores importantes que podem ter influenciado no preço dos veículos.

Documentos do FNDE mostram que o órgão aceitou pagar até R$ 567,6 mil por um ônibus de 59 lugares que, segundo a área técnica, deveria custar, no máximo, R$ 361,8 mil.

O FNDE fica impedido de homologar a licitação e conceder o objeto e deverá apresentar, em até 15 dias, informações sobre o pregão.
Ao todo, o MEC espera adquirir 3.850 veículos para uso exclusivo dos alunos da rede pública em escolas localizadas nas regiões rurais.

LEI PAULO GUSTAVO – Presidente Bolsonaro (PL) vetou o Projeto de Lei Complementar nº 73, de 2021, chamado de Lei Paulo Gustavo, em homenagem ao comediante falecido.

A proposta liberaria R$ 3,862 bilhões a estados e municípios para amenizar os efeitos da pandemia em áreas da cultura brasileira.

Segundo comunicado do Governo Federal, o projeto criaria despesa corrente primária sem determinação de fonte financeira para seu financiamento.

 

MULHERES – Congresso Nacional promulgou a Emenda Constitucional 117/22, que impõe o repasse mínimo de 30% do Fundo Partidário e do Eleitoral para candidaturas de mulheres, além de conceder anistia a partidos que descumpriram esta regra nas últimas eleições.

 

FAKE NEWS – Câmara dos Deputados deve votar hoje o requerimento de urgência do projeto de lei que estabelece regras para o uso de redes sociais por autoridades públicas.

A proposta determina penalidades para quem disseminar informações falsas, conhecidas como fake news.

 

COVID – No Brasil, média móvel de mortes pela Covid-19 caiu ontem para 185/dia.

Foram registrados 216 novos óbitos, elevando o total a 660.528.

 

AGENDA – Presidente Bolsonaro participa hoje, às 15h30, da cerimônia de cumprimento a oficiais-generais recentemente promovidos.

PARCELAMENTO – O PIX já abrange 104 milhões de brasileiros, agora com a novidade da opção de parcelamento, já oferecida por alguns bancos.

No Banco Santander, por exemplo, o cliente pode dividir o valor em até 24 vezes, com débitos mensais automáticos e juros que começam em 2,09% ao mês.

Banco do Brasil, Itaú e Bradesco ainda não aderiram à modalidade.

No Picpay e no Digio (banco digital do Bradesco), o cliente pode converter saldo do cartão de crédito em PIX. Os valores estão sujeitos às regras e aos juros do cartão.

No Mercado Pago, o juro evolui de acordo com o histórico do cliente, mas parte de 2,5% ao mês.

 

ECONOMIA – Dólar fechou ontem a R$ 4,659, com alta de 1,11%.

Índice Ibovespa, da Bolsa de Valores, atingiu 118.885 pontos, com queda de 1,97%.

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