Mortes em casa crescem 43,5% no DF em 2020

Dados são da Polícia Civil, referentes a período entre janeiro e setembro. Segundo corporação, 739 pessoas faleceram de causas naturais onde moravam neste ano.

O número de mortes em casa cresceu 43,5% no Distrito Federal entre janeiro e setembro de 2020. Os dados são de registros de ocorrência de morte natural contabilizados pela Polícia Civil do DF (veja gráfico abaixo).

Do início do ano até o mês passado, 739 moradores da capital faleceram em casa, segundo levantamento da Divisão de Análise Técnica e Estatística da PCDF. No mesmo período do ano passado, foram 515 mortes em casa.

As mortes naturais são aquelas causadas por doenças ou mau funcionamento do corpo, sem a ação de algum fator externo, como acidente ou violência. Assim, óbitos pela Covid-19 ocorridos na casa das vítimas são contabilizadas nessas estatísticas.

Mortes em casa crescem 43,5% no DF em 2020 — Foto: PCDF/DGI/DATE/SE/POLARIS/Reprodução

Mortes em casa crescem 43,5% no DF em 2020 — Foto: PCDF/DGI/DATE/SE/POLARIS/Reprodução

Mortes por Covid-19

Nos casos de morte natural em casa, hospitais, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e em vias públicas, o Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) é responsável por recolher o corpo da vítima.

Segundo a Secretaria de Saúde (SES-DF), as remoções feitas pelo SVO aumentaram 70% entre janeiro e setembro deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. Conforme a pasta, desde o início da pandemia do novo coronavírus, 214 atendimentos foram de casos suspeitos de Covid-19.

Desses, 68 deram positivo para a doença e três aguardam o resultado laboratorial. O primeiro caso confirmado de morte em casa por coronavírus no DF foi no dia 15 de abril, quando um homem de 69 anos faleceu no Riacho Fundo.

Veículo do Serviço de Verificação de Óbitos (SVO), da Secretaria de Saúde do DF, em imagem de arquivo — Foto: Mariana Raphael/Arquivo SES

Veículo do Serviço de Verificação de Óbitos (SVO), da Secretaria de Saúde do DF, em imagem de arquivo — Foto: Mariana Raphael/Arquivo SES

O segundo caso ocorreu em 22 de abril, na Estrutural. À época, familiares do idoso, de 85 anos, disseram ao G1 que o corpo ficou durante cinco horas na casa de três cômodos, onde moravam outras quatro pessoas.

Mais recursos

Na terça-feira (29), o Ministério da Saúde permitiu um repasse de R$ 1,5 milhão para o SVO no Distrito Federal. Segundo a Secretaria de Saúde, o dinheiro deve ser utilizado para melhorar a estrutura do serviço.

A SES-DF afirma que, de acordo com informações preliminares do ministério, a verba será dividida em três lotes. São eles:

  1. Insumos, obras emergenciais, reformas e projetos
  2. Aquisição de equipamentos
  3. Obras maiores

Protocolo

Túmulos em cemitério no DF, em imagem de arquivo  — Foto:  TV Globo/Reprodução

Túmulos em cemitério no DF, em imagem de arquivo — Foto: TV Globo/Reprodução

Segundo a Secretaria de Saúde, em caso de morte em casa, o primeiro passo é entrar em contato com a Polícia Civil, pelo telefone 197. O registro da ocorrência é feito nas delegacias que avaliam cada caso, comunicando ao SVO os óbitos de causa natural e ao Instituto de Medicina Legal (IML), os óbitos de causa violenta ou suspeita.

O serviço de recolhimento de corpos funciona em regime de plantão ininterrupto (24 horas) todos os dias da semana, incluindo os finais de semana e feriados. Ainda segundo a Secretaria de Saúde, para emitir a certidão de óbito da vítima são necessários:

  • Documento de identificação da pessoa que faleceu;
  • Exames laboratoriais e de imagem realizados pela pessoa antes de morrer;
  • Receitas de medicamentos prescritos para a pessoa que faleceu;
  • É necessária a presença do familiar, responsável pela pessoa que faleceu e conhecidos para o fornecimento de informações importantes para consolidar a declaração de óbito.

Fonte: Afonso Ferreira | G1 DF

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