Após matar padre no DF, suspeitos comemoraram com ‘bebida e ostentação’, diz polícia

Foto: Brenda Ortiz/G1

Investigadores acreditam que, depois de prisão do terceiro suspeito, crime está perto de ser solucionado. Polonês Kazemierz Wojn, de 71 anos, foi morto no sábado (21), durante assalto em paróquia.

Os três suspeitos do assassinato do padre Kazimierz Wojn, de 71 anos — Foto: Brenda Ortiz/G1
Os três suspeitos do assassinato do padre Kazimierz Wojn, de 71 anos — Foto: Brenda Ortiz/G1

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) identificou os quatro suspeitos do homicídio do padre Kazemierz Wojn, de 71 anos. Padre Casemiro, como era conhecido pelos fiéis, foi assassinado no sábado (21), durante um assalto à Paróquia Nossa Senhora da Saúde, na Asa Norte, em Brasília.

Três suspeitos já estão presos (foto acima). Até a noite desta quarta-feira (25), um adolescente ainda estava sendo procurado.

Segundo o delegado da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), Laércio Rossetto, o grupo comemorou o roubo “com bebida e ostentação”.

Os investigadores também já identificaram quem efetivamente matou o padre polonês. As apurações apontam que Alessandro de Anchieta Silva, de 19 anos, apertou o arame no pescoço do religioso e o estrangulou.

Ele teria ficado irritado com os constantes pedidos do pároco, que dizia que os suspeitos “não precisavam fazer isso”, afirma a polícia.

Quem são os suspeitos

Com a prisão do terceiro dos quatro suspeitos do homicídio, nesta quarta-feira, a Polícia Civil acredita estar próxima de desvendar o crime por completo. Já estão presos:

  • Daniel Souza da Cruz, de 29 anos. Detido nesta quarta-feira (25), no Novo Gama, Entorno do DF. Segundo a polícia, ele já tinha passagens por homicídio e tentativa de lesão corporal.
  • Antônio Willyan Almeida Santos, de 32 anos. Nascido em Januária, Minas Gerais, ele tem passagem por homicídio e tráfico de drogas.
  • Alessandro de Anchieta Silva, de 19 anos. O jovem não tinha passagem na polícia e estava desempregado, de acordo com a Polícia Civil do DF.

O único suspeito que ainda está solto é um adolescente, que não teve a idade divulgada pela polícia. Conforme o delegado Laércio Rossetto, o jovem já foi identificado e o trabalho de apreensão será feito junto com a Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA).

Mentor intelectual e crime premeditado

Segundo a Polícia Civil, o mentor intelectual do crime foi Antônio Willyan Almeida Santos. Ele teria chamado os outros dois suspeitos para participar do crime.

“[Antônio] é o único que não quer falar e colaborar com a polícia”, afirma o delegado.

Rossetto afirma que o crime foi premeditado e grupo escolheu o sábado porque era um dia mais tranquilo na paróquia. De acordo com o delegado, os suspeitos pretendiam entrar na casa do padre às 17h, durante a missa, para não serem surpreendidos. No entanto, tiveram dificuldade para abrir a porta.

Pouco antes das 19h, o grupo rendeu o caseiro da paróquia. Em seguida, eles abordaram o religioso que teve as mãos e os pés amarrados.

Objetos levados da casa de padre durante assalto no DF — Foto: Brenda Ortiz/G1
Objetos levados da casa de padre durante assalto no DF — Foto: Brenda Ortiz/G1

Alessandro de Anchieta teria subido ao primeiro andar da casa e avaliado o que poderia ser roubado. Os suspeitos ficaram cerca de três horas no local e fugiram em ônibus.

Segundo a polícia, eles levaram dinheiro, moedas de ouro, cheques, eletroeletrônicos e garrafas de bebida.

Investigações continuam

Segundo o delegado Laércio Rossetto, apesar de a investigação estar próxima do fim, ainda há questões que precisam ser apuradas.

“Todos são investigados, a gente não dispensa ninguém. Todos serão inquiridos e reinquiridos até que a gente possa ter o nosso livre conhecimento do que de fato aconteceu lá e se há outras pessoas envolvidas.”

Fonte: Brenda Ortiz, G1 DF

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