Avianca pede falência nos EUA em meio à crise do novo coronavírus

Segunda maior companhia aérea da América Latina classificou como “dramática” a situação do setor no momento atual

Pedido visa preservas as operações da empresa

Pedido visa preservas as operações da empresa

Sergio Moraes/Reuters

Segunda maior companhia aérea da América Latina, a colombiana Avianca anunciou neste domingo (10) que pediu para usar a lei de falências dos Estados Unidos para iniciar um processo de reorganização devido à crise provocada pela pandemia do novo coronavírus.

“A Avianca Holdings e algumas de suas subsidiárias e afiliadas apresentaram hoje, voluntariamente, um requerimento para o Capítulo 11 do Código de Falências dos Estados Unidos na Corte de Falências do Distrito Sul de Nova York, a fim de preservar e reorganizar os negócios da Avianca”, declarou a empresa colombiana em um comunicado.

Imobilizada desde 23 de março devido à proibição de voos ordenada pelo governo da Colômbia, a companhia aérea justificou a medida na velocidade e na escalada do impacto da crise da Covid-19, a qual classificou como “dramática”.

“Aproveitar este processo foi necessário devido ao impacto imprevisível da pandemia da covid-19, que causou uma diminuição de 90% no tráfego mundial de passageiros. A LifeMiles, empresa que administra o programa com o mesmo nome, não faz parte da aplicação do Capítulo 11”, detalha s Avianca Holdings.

A companhia, que completou 100 anos em dezembro passado, acrescentou que a suspensão das operações regulares de passageiros reduziu sua receita consolidada em mais de 80% e exerceu uma pressão significativa sobre sua liquidez.

Pior crise

“Os efeitos da pandemia de covid-19 nos levaram a enfrentar a crise mais desafiadora dos nossos 100 anos de história como empresa”, disse o CEO da Avianca Holdings, Anko van der Werff, citado no comunicado.PublicidadeFechar anúncio

Van der Werff destacou que, apesar do sucesso da reestruturação da dívida da Avianca Holdings no ano passado, aproveitar a lei de falências é um passo necessário para enfrentar os desafios financeiros, já que a recuperação do setor será gradual.

“Quando as restrições governamentais sobre viagens aéreas forem suspensas e formos capazes de retomar gradualmente nossos voos de passageiros, esperamos contribuir para o renascimento da economia na Colômbia e em nossos outros mercados-chave e reincorporar nossos funcionários”, salientou.

Continuar voando

“Ao apelar para lei de falências, tentamos proteger e preservar as operações para continuar atendendo aos clientes com viagens aéreas seguras e confiáveis, sob os mais rigorosos protocolos de biossegurança, uma vez que as restrições de viagem geradas pela Covid-19 são gradualmente suspensas”, disse a empresa.

Com a medida, a Avianca Holdings quer também preservar empregos na Colômbia e em outros mercados onde atua, bem como reestruturar o balanço patrimonial e o passivo da empresa.

O grupo gera mais de 21 mil empregos diretos e indiretos em toda a América Latina, dos quais mais de 14 mil estão na Colômbia, e trabalha com uma rede de mais de 3.000 fornecedores, segundo dados divulgados na nota.

Outra razão dada pela companhia aérea é que a pandemia de coronavírus causou uma redução de 90% no tráfego global de passageiros, e a expectativa é de que reduza a receita da indústria mundial em US$ 314 bilhões, de acordo com a Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo).

Fonte: R7

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