FLAMENGO E INTER “BABAM NA GRAVATA” E FICAM NO EMPATE EM SEUS JOGOS DE IDA FORA DO BRASIL

Por Lino Tavares  / SOS ESPORTES

Rubro-negro empata em 2 a 2 com Independiente Del Valle. Colorado fica no 0 a 0 com Tolima

Os grandes clubes do futebol brasileiro precisam com urgência de psicólogos especializados em confrontos internacionais, para resolverem o complexo de inferioridade que se abate sobre seus times quando jogam fora das fronteiras da Pátria amada… Mãe gentil.  Faz um bom tempo que nossas equipes de ponta sofrem nos jogos internacionais para vencer times estrangeiros de menor qualificação técnica, sendo por eles eliminados, não raro, em competições importantes como a Copa Libertadores e a Sul-Americana.  Nem mesmo o Flamengo, que hoje possui um esquadrão semi galático sob o comando de Jorge Jesus, conseguiu ainda empolgar sua torcida com uma vitória consistente diante das equipes do além-fronteiras. Mesmo quando se sagrou campeão da Libertadores, no ano passado, o rubro-negro carioca não conseguiu brindar seus torcedores com uma vitória maiúscula, como essas que conseguiu no certame nacional diante de grandes equipes como o Grêmio, o Internacional e mais recentemente, na decisão da Super Copa do Brasil, quando goleou o Athleitico Paranaense por 3 a 0 e ficou com a taça.  Vale lembrar que a vitória sobre o River Plate, que deu o título da Libertadores da América ao Flamengo, no ano passado, foi conquistada quase por milagre, já que os gols da virada só vieram nos minutos finas da partida, quando tudo parecia perdido. Antes disso, como falei outras vezes, o rubro-negro carioca havia escapado de ser eliminado na competição, vencendo o Emelec nos pênaltis, no Maracanã, depois de ter conseguido igualar em casa o placar de 2 a 0 que havia sofrido no jogo de ida realizado no Equador.  Ontem a “síndrome da queda de produção fora do país” voltou a acontecer quando o campeão da América e do Brasil acovardou-se diante do modesto Independiente Del Valle, em Quito, não indo além de um empate em 2 a 2, o que é pouco considerando a supremacia técnica do time brasileiro sobre o rival equatoriano.  Do ponto de vista da decisão da Recopa Sul-Americana, o resultado não foi ruim, pois no jogo decisivo em casa, diante de sua torcida, o Flamengo de Gabigol, Bruno Henrique e Arrascaeta deverá vencer ao natural até com folga no placar.  Entretanto, por maior que seja o escore em favor do time de Jorge Jesus nessa decisão, não apagará essa inexplicável queda de produção que o fantástico time brasileiro tem revelado nos jogos fora do Brasil, a exemplo do que acontece com outros clubes de ponta de nosso país.  O exemplo mais gritante nesse aspecto, em 2020, foi a recente eliminação do Corinthians na fase preliminar da Libertadores, perdendo para o Guaraní, do Paraguai, que possui uma equipe modesta, bastante inferior à do alvinegro paulista da Arena Itaquera.  Outro que “babou na gravata” disputando essa mesma fase da Libertadores em que o Corinthians acabou eliminado foi o Internacional, que não conseguiu sair do 0 a 0 no jogo de ida diante do Tolima, na Colômbia.  Embora alguns “gente boa” da televisão tentassem colocar panos quentes, classificando de bom o fraco desempenho colorado na partida, a verdade é que o novo Inter de Eduardo Coudet não mereceu, nem por hipótese, voltar ao Brasil com uma eventual vitória nesse jogo de ida.  Até desperdiçou algumas oportunidade de gol sim, mas nada que pudesse ser chamado de gol perdido, resultante de um suposto predomínio absoluto no confronto.   Contudo, o adversários colombiano também desfrutou de chances de gol, talvez até de forma mais incisiva do que o visitante, mas considerando o que se viu na partida o empate ficou de bom tamanho para ambos os lados. É claro que o Inter é favorito no jogo de volta, quarta-feira de cinzas no Beira-Rio, pois jogando em casa poderá fazer prevalecer a maior hierarquia técnica que possui em comparação com o adversário, mas esse favoritismo não é tão consistente quanto o do Flamengo diante do Independiente Del Valle, na decisão da Recopa Sul-Americana. A tese repousa no fato de que o adversário do clube carioca é inferior ao do colorado gaúcho e o Flamengo não tem contra si o critério de desempate pelo saldo de gols qualificado, uma vez que ele não existe nos jogos da referida competição. Já o Inter, por sua vez, enfrenta o Tolima, que tem mais time do que o adversário do Flamengo, e corre o risco de ser eliminado com qualquer empate com gols, uma vez que o saldo qualificado, ainda existente na Libertadores, só poderá favorecer o clube visitante. 

Fale com  colunista, Lino Tavares: [email protected] – whatsApp (55)991778107 

Foto: UOL

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