LUTO NO FUTEBOL BRASILEIRO PELA MORTE DO TÉCNICO CAMPEÃO DA AMÉRICA E DO MUNDO VALDIR ESPINOSA

 POR LINO TAVARES

Espinosa, campeão pelo Grêmio e pelo Botafogo, morreu nesta quinta-feira aos 72 anos

Espinosa, campeão pelo Grêmio e pelo Botafogo, morreu nesta quinta-feira aos 72 anos

Grandes e médios clubes do futebol brasileiro foram dolorosamente surpreendidos na manhã deste 27 de fevereiro de 2020 com a notícia da morte, aos 72 anos,  do grande futebolista Valdir Atahualpa Ramirez Espinosa, conhecido nos meios esportivos como Valdir Espinosa. Oriundo das categorias de base do Grêmio, onde despontou como lateral direito, Valdir Espinosa foi um predestinado no tricolor dos Pampas, tornando-se o maior comandante técnico da história do Clube, no qual se sagrou campeão da América e do Mundo em 1983, depois de ter vestido a camisa do Grêmio por longos anos, constituindo-se num atleta exemplar.   Nessa jornada gloriosa das conquistas internacionais, Espinosa teve o privilégio de comandar Renato Portaluppi, maior jogador da história do Grêmio,  que seguiu o exemplo do mestre tornando-se também técnico vitorioso do clube em que ambos despontaram e se consagraram.  A folha de serviços prestada por Valdir Espinosa ao futebol brasileiro se estende de norte a sul do país, tanto como atleta quanto na condição de treinador.  Os quatro grandes clubes do futebol carioca, Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo confiaram-lhe a missão de treinar suas equipes, tendo deixado sua marca vitoriosa no rubro-negro da estrela solitária com a conquista do título estadual de 1989. Entre os clubes de ponta da pauliceia, figuraram em sua trajetória de treinador o Corinthians e o Palmeiras e, no futebol mineiro, treinou o Atlético, onde realizou ótimo trabalho, deixando grandes amigos.  Ainda como jogador, atuou nas equipes do Vitória, da Bahia, CSA e CRB, de Alagoas, além do Esportivo de Bento Gonçalves, na Serra gaúcha. Mais do que um atleta e treinador de primeira grandeza, Valdir Espinosa foi um exemplo clássico de esportista de escol, cultivando como alicerce fundamental de sua conduta profissional a disciplina dentro e fora das quatro linhas do gramado. Antes de se transferir para o Rio de Janeiro, onde ultimamente prestava serviços administrativos ao Botafogo, Espinosa desempenhou a função de coordenador técnico do Grêmio, compondo a equipe comandada pelo ex-pupilo Renato Portaluppi. A partida inesperada desse profissional exemplar do esporte vai suscitar merecidos minutos de silêncio nos próximos jogos dos grandes clubes brasileiros, pois a magnitude de suas realizações futebolísticas permite dizer que o nosso futebol perdeu nesse desenlace um de seus ícones mais expressivos de todos os tempos.   

Fale com nosso colunista Lino Tavares: [email protected] – whatsApp (55)991778107 

Foto: UOL

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