Polícia prende dois suspeitos de matar padre no DF; dois seguem foragidos

Foto: Brenda Ortiz/G1

Polonês Kazimerz Wojn, de 71 anos, conhecido como padre Casemiro, foi assassinado durante assalto na casa paroquial.

Suspeitos de matar padre polonês Kazimierz Wojn, em Brasília, são presos 3 dias após crime — Foto: Brenda Ortiz/G1
Suspeitos de matar padre polonês Kazimierz Wojn, em Brasília, são presos 3 dias após crime — Foto: Brenda Ortiz/G1

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu, nesta terça-feira (24), dois suspeitos da morte do padre polonês Kazimerz Wojn, de 71 anos. Segundo o delegado-chefe da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), Laércio Rossetto, o crime foi praticado por quatro homens. Outros dois suspeitos continuam foragidos.

O religioso, conhecido como padre Casemiro, foi morto no sábado (21), durante um assalto na casa onde morava, nos fundos da Paróquia Nossa Senhora da Saúde, na Asa Norte, em Brasília.

Para a polícia, o crime foi premeditado e o religioso morto “com requintes de crueldade”. Os dois suspeitos foram presos em Valparaíso de Goiás, no Entorno do DF.

A investigação, conforme Rossetto, aponta que o padre foi assassinado entre 18h40 e 21h40. Imagens de câmeras de segurança levaram à identificação dos envolvidos

“Após as 21h40, quando os autores deixam a casa e o terreno da igreja, eles pulam o muro da igreja e é possível ver quatro pessoas.”

Delegado Laércio Rossetto é responsável pela investigação da morte do padre Casemiro, no DF — Foto: Brenda Ortiz/ G1
Delegado Laércio Rossetto é responsável pela investigação da morte do padre Casemiro, no DF — Foto: Brenda Ortiz/ G1

Segundo o delegado, há “provas técnicas incontestáveis” para a prisão temporária dos dois suspeitos presos no Parque Santa Rita de Cássia:

  • Alessandro de Anchieta Silva, de 19 anos. O jovem não tem passagem na polícia e estava desempregado, de acordo com Rossetto.
  • Antônio Willyan Almeida Santos, de 32 anos. Nascido em Januária, Minas Gerais, ele tem passagem por homicídio e tráfico de drogas.

Ainda segundo o delegado, Alessandro agiu com crueldade no momento do crime. “Ele estava com uma arma de fogo e esteve apontado para o caseiro durante todo o tempo”, afirmou.

Alessandro teria sido convidado a participar do roubo de um cofre.

O terceiro suspeito, que está foragido, é Daniel Souza da Cruz, 29 anos. A polícia afirma que a prisão temporária dele já foi decretada. O quarto suspeito seria um menor de idade.

‘Informação privilegiada’

Foram cerca de três horas na casa paroquial. O delegado acredita que os assaltantes se dividiram na hora de praticar o crime. “Uns foram pra parte de cima e outros pro andar onde estava o cofre”.

O delegado disse ainda que não descarta a possibilidade dos suspeitos terem “recebido informação privilegiada”. No entanto, ele não esclareceu se foi identificada alguma ligação entre os envolvidos e o padre Casemiro.

“Eles sabiam que tinha o cofre, e sabiam o que queriam fazer. Usaram instrumentos da obra e da residência.”

Padre Kazimerz Wojn, de 71 anos, estava em uma da igreja obra quando os assaltantes chegaram  — Foto: TV Globo/Reprodução
Padre Kazimerz Wojn, de 71 anos, estava em uma da igreja obra quando os assaltantes chegaram — Foto: TV Globo/Reprodução

Estrangulamento

A polícia já sabe que padre Casemiro morreu por estrangulamento. O arame, no pescoço do religioso, foi apertado de forma intencional, diz Rossetto.

“A forma como ele foi enrolado na cervical era pra matar.”

O funcionário da igreja, que estava no local, afirmou que não presenciou a morte do padre, “mas ouviu o religioso dizendo que não era preciso que os criminosos fizessem aquilo, depois não ouviu mais nada”.

Ele também explicou que só conseguiu rastejar até a frente da obra e se livrar das amarras e de uma venda que foi amarrada em seus olhos, depois que tudo já tinha acontecido.

Fonte: Brenda Ortiz, G1 DF

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