Polonês Kazimerz Wojn, de 71 anos, conhecido como padre Casemiro, foi assassinado durante assalto na casa paroquial.
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A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu, nesta terça-feira (24), dois suspeitos da morte do padre polonês Kazimerz Wojn, de 71 anos. Segundo o delegado-chefe da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), Laércio Rossetto, o crime foi praticado por quatro homens. Outros dois suspeitos continuam foragidos.
O religioso, conhecido como padre Casemiro, foi morto no sábado (21), durante um assalto na casa onde morava, nos fundos da Paróquia Nossa Senhora da Saúde, na Asa Norte, em Brasília.
Para a polícia, o crime foi premeditado e o religioso morto “com requintes de crueldade”. Os dois suspeitos foram presos em Valparaíso de Goiás, no Entorno do DF.
A investigação, conforme Rossetto, aponta que o padre foi assassinado entre 18h40 e 21h40. Imagens de câmeras de segurança levaram à identificação dos envolvidos
“Após as 21h40, quando os autores deixam a casa e o terreno da igreja, eles pulam o muro da igreja e é possível ver quatro pessoas.”
Segundo o delegado, há “provas técnicas incontestáveis” para a prisão temporária dos dois suspeitos presos no Parque Santa Rita de Cássia:
- Alessandro de Anchieta Silva, de 19 anos. O jovem não tem passagem na polícia e estava desempregado, de acordo com Rossetto.
- Antônio Willyan Almeida Santos, de 32 anos. Nascido em Januária, Minas Gerais, ele tem passagem por homicídio e tráfico de drogas.
Ainda segundo o delegado, Alessandro agiu com crueldade no momento do crime. “Ele estava com uma arma de fogo e esteve apontado para o caseiro durante todo o tempo”, afirmou.
Alessandro teria sido convidado a participar do roubo de um cofre.
O terceiro suspeito, que está foragido, é Daniel Souza da Cruz, 29 anos. A polícia afirma que a prisão temporária dele já foi decretada. O quarto suspeito seria um menor de idade.
‘Informação privilegiada’
Foram cerca de três horas na casa paroquial. O delegado acredita que os assaltantes se dividiram na hora de praticar o crime. “Uns foram pra parte de cima e outros pro andar onde estava o cofre”.
O delegado disse ainda que não descarta a possibilidade dos suspeitos terem “recebido informação privilegiada”. No entanto, ele não esclareceu se foi identificada alguma ligação entre os envolvidos e o padre Casemiro.
“Eles sabiam que tinha o cofre, e sabiam o que queriam fazer. Usaram instrumentos da obra e da residência.”
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Estrangulamento
A polícia já sabe que padre Casemiro morreu por estrangulamento. O arame, no pescoço do religioso, foi apertado de forma intencional, diz Rossetto.
“A forma como ele foi enrolado na cervical era pra matar.”
O funcionário da igreja, que estava no local, afirmou que não presenciou a morte do padre, “mas ouviu o religioso dizendo que não era preciso que os criminosos fizessem aquilo, depois não ouviu mais nada”.
Ele também explicou que só conseguiu rastejar até a frente da obra e se livrar das amarras e de uma venda que foi amarrada em seus olhos, depois que tudo já tinha acontecido.
Fonte: Brenda Ortiz, G1 DF




