Dulcina: artistas precisam de R$ 600 mil em 9 dias para evitar leilão

Por: Redação SOS

Prédio com Teatro e Faculdade Dulcina de Moraes vai a leilão em 14 de setembro. Artistas inciam uma saga em poucos dias reverter venda

Artistas locais correm contra o tempo para salvar uma joia cultural do Distrito Federal. A sede da Fundação Brasileira de Teatro está a caminho de leilão neste mês, com a data marcada para 14 de setembro. No mesmo lugar, há o prédio tombado do Teatro Dulcina de Moraes e a Faculdade de Artes Dulcina de Moraes – mantidos pela fundação.

Artistas locais correm contra o tempo para salvar uma joia cultural do Distrito Federal. A sede da Fundação Brasileira de Teatro está a caminho de leilão neste mês, com a data marcada para 14 de setembro. No mesmo lugar, há o prédio tombado do Teatro Dulcina de Moraes e a Faculdade de Artes Dulcina de Moraes – mantidos pela fundação.

O valor doado é atualizado diariamente às 18 horas no site do Grupo de Teatro Scutum, que pode ser acessado neste link. O endereço eletrônico também tem as informações bancárias para a doação.

A vaquinha foi organizada na sexta-feira (1º/9) como o último recurso para tentar reverter a venda do patrimônio cultural do DF. Para o secretário-geral do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões no Distrito Federal (Sated), Wellignton Abreu, o objetivo é quitar qualquer dívida. “Temos feito um esforço enorme para que o prédio não vá a leilão”, destaca.

Abreu, que também é membro do Conselho de Cultura do DF, faz parte do movimento que organiza a vaquinha para impedir a venda do prédio. “Temos uma conta zerada que será administrada por três pessoas e o montante arrecadado será ajuizado em nome da fundação”, explica.

“Mandaremos os extratos para todos e todos serão fiscalizadores das contas. Vamos tentar de tudo até o dia do leilão”, detalha.

“Se não conseguirmos o valor, não tem o que fazer o prédio vai a leilão”, destacou o presidente da Fundação Brasileira de Teatro, Gilberto Rios. Para ele, só resta essa solução para impedir o trâmite judicial.

Dívidas

Mais antiga que a construção de Brasília, a Fundação Brasileira de Teatro está atolada em dívidas. A entidade, que guarda 70 anos da história do teatro nacional, foi trazida pela própria Dulcina de Moraes do Rio de Janeiro para Brasília.

As dívidas são de origem diversas, como trabalhistas, previdenciárias, multas tributárias, débitos com Governo do Distrito Federal, juros acumulados, processos, entre outros. A maior fatia desse bolo de dívidas é a previdenciária – são R$ 16.023.637,63.

O endividamento deixa o CNPJ da fundação em condição negativa, o que não permite receber emendas e outros tipos de repasses financeiros.

Na sequência, foi estimado o montante de R$ 3.451.081,58 em dívidas, decorrentes de processos que a fundação perdeu. “A grande maioria desses processos só foi perdido à revelia, inclusive a ponto de serem executados em razão da falta de defesa técnica”, conta o atual secretário-executivo da Fundação Brasileira de Teatro, Roberto Neiva.

 

Fonte: Portal Metrópoles 

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