Os ativos brasileiros registram forte queda nos mercados internacionais na manhã desta segunda-feira (26), primeira sessão após a reeleição do presidente Lula (PT). Os movimentos da madrugada e da pré-abertura indicam um dia de forte pressão sobre o câmbio e a Bolsa, que abre às 10h.
No mercado futuro de Chicago, o real caía 10,32% ante o dólar por volta das 7h, elevando o dólar ao equivalente a R$ 5,56 no contrato com vencimento em novembro; em outros momentos da madrugada, o dólar futuro chegou a R$ 5,58. Na sexta-feira (23), último pregão antes da eleição, o dólar havia fechado a R$ 4,993.
O EWZ, principal fundo de ações brasileiras negociado nos Estados Unidos, caía 26,74% na pré-abertura de Nova York, cotado a US$ 31,20, ante US$ 42,59 no fechamento de sexta-feira. Fundos semelhantes negociados em outros mercados, como o Japão, também registravam quedas de dois dígitos nesta manhã.
A expectativa de analistas é que os mercados devolvam ao menos parte da alta acumulada pelo Ibovespa e pelo real depois do primeiro turno, quando o senador Flávio Bolsonaro (PL) abriu vantagem sobre Lula e os ativos brasileiros se valorizaram com a perspectiva de vitória da oposição. Na semana passada, o dólar acumulou queda de 1,58% e fechou abaixo de R$ 5 justamente com esse cenário no radar dos investidores.
Os números desta manhã refletem negociações no exterior e no mercado futuro e não representam, por si só, a cotação do dólar comercial no Brasil. O comportamento definitivo dos ativos será conhecido ao longo do pregão regular desta segunda-feira, com abertura às 10h.
Por Redação SOS Brasília – Rodrigo Albuquerque




