Mudança prevista para 2027 preocupa famílias e turmas de educação especial em Taguatinga

Por: Redação SOS
foto: Vítor Ventura/Jornal de Brasília - arquivo

Fim do aluguel do prédio da Escola Classe 26 de Setembro pode levar alunos ao CED 6; destino de 35 estudantes com deficiência já atendidos no centro ainda não foi definido, segundo reportagem.

A proposta de transferir estudantes da Escola Classe 26 de Setembro para o Centro Educacional 6 de Taguatinga a partir de 2027 mobiliza famílias de duas comunidades escolares. A mudança surge com o fim do contrato de aluguel do imóvel onde a primeira unidade funciona. O problema não é apenas achar salas para quem vai chegar: quatro turmas de educação especial já ocupam espaços no CED 6, e a reorganização pode afetar 35 estudantes com deficiência.

Segundo reportagem do Metrópoles publicada nesta terça-feira (29), a Secretaria de Educação do DF informa que não fechará a Escola Classe 26 de Setembro neste ano. A pasta diz que planeja transferir os estudantes juntos em 2027 para imóvel próprio adequado ao atendimento, preservando também a lotação dos professores efetivos. A informação é uma previsão administrativa, não uma transferência já executada ou um plano detalhado para todos os afetados.

A incerteza mais sensível envolve os alunos da EJA Interventiva, modalidade de educação de jovens e adultos voltada a estudantes com deficiência que precisam de estratégias pedagógicas adaptadas. No CED 6, eles estão distribuídos em quatro turmas no período da tarde. A chegada de novos estudantes poderá exigir rearranjo do espaço, mas a reportagem informa que ainda não havia definição sobre onde essas turmas continuarão estudando.

Famílias receiam que uma redistribuição para outras escolas amplie distâncias e rompa vínculos com professores e colegas. Uma mãe ouvida pelo jornal diz que o trajeto poderia interferir nos horários de trabalho e na rotina da filha pequena. Um pai de estudante da EJA Interventiva relata preocupação com a aprendizagem do filho caso ele mude de ambiente. São experiências e temores concretos, mas não prova de que uma transferência para longe já tenha sido determinada.

A direção da Escola Classe 26 de Setembro conversa com a secretaria, inclusive sobre a possibilidade de renovar o aluguel. Até a publicação da reportagem, não havia confirmação oficial de que a unidade permaneceria no imóvel. Assim, também não se deve anunciar o fechamento definitivo da escola ou a permanência garantida no endereço atual. Ambas dependem de uma decisão ainda não comunicada.

O planejamento escolar precisa responder a perguntas objetivas com antecedência: quantas salas haverá no destino, quais serão acessíveis, como ficarão as turmas existentes, qual transporte será necessário e como os alunos manterão suporte pedagógico. Uma garantia genérica de que os estudantes recém-transferidos ficarão juntos não responde por si só à situação dos 35 que já frequentam o CED 6.

O SOS BRASÍLIA acompanha o impasse como uma decisão em aberto para 2027. O direito à educação envolve não apenas uma vaga, mas condições reais de acesso e continuidade para cada comunidade atingida.

Por Rodrigo Albuquerque

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