Caso ocorreu no CEF 11 de Taguatinga, na terça-feira (6); suspeita é de invasão da sala de aula virtual. Atividades também foram suspensas nesta quarta (7)
A Polícia Civil do Distrito Federal informou, nesta quarta-feira (7), que investiga a exibição um vídeo pornográfico para alunos de uma turma do 6º ano do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 11, em Taguatinga. O caso ocorreu na terça (6), durante uma aula virtual.
As investigações estão sendo lideradas pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC). A ocorrência foi registrada pela mãe de uma estudante. De acordo com a mulher, “a filha estava no site da sala de aula, do GDF, quando a aula virtual foi invadida por um homem que começou a apresentar cenas de sexo explícito”.
Por conta do ocorrido, as atividades na escola foram suspensas na terça e também nesta quarta. Segundo a direção da instituição, “a decisão foi tomada para que os jovens e seus familiares e professores participem de uma acolhida pela equipe da escola, para acompanhamento da situação”. A Secretaria de Educação lamentou o episódio (veja mais abaixo).
Ao G1, pais de estudantes disseram que as imagens foram reproduzidas por cerca de dez minutos aos alunos, que têm, em média, 11 anos de idade. De acordo com relatos de participantes, a aula ocorria normalmente, quando três perfis entraram na sala virtual e começaram a exibir o vídeo impróprio, de sexo homossexual envolvendo duas mulheres.
Imagens obtidas pela reportagem mostram pais e responsáveis indignados com a situação. As aulas na rede pública do DF têm ocorrido apenas pela internet, por conta da pandemia de Covid-19.
O militar aposentado Antônio Carlos Teixeira, de 60 anos, é pai de um estudante da turma onde as imagens foram reproduzidas. Ele afirma que, conforme o filho, é a segunda vez que a situação ocorre durante as aulas.
“Na primeira vez, ele percebeu e ignoraram ele [o filho]. Mas desta vez, todo mundo percebeu”, diz Teixeira.
Hédene Rezende, de 47 anos, acompanhava a aula da filha, de 11 anos, quando os vídeos foram reproduzidos. “A situação já está difícil, e ainda tem mais essa dificuldade de percurso”, diz o pai.
O que diz a Secretaria de Educação
Acionada, a Secretaria de Educação disse que orientou os pais e dirigentes escolares a “prestarem queixa contra o crime cibernético”, e afirma que a Diretoria de Informática “já realiza a coleta dos dados do sistema Google Sala de Aula e os fornecerá aos investigadores”. Veja íntegra:
“A Secretaria de Educação do Distrito Federal lamenta profundamente o episódio ocorrido no ambiente virtual do Centro de Ensino Fundamental 11, de Taguatinga, e considera abjeta a ação de exibir conteúdo inapropriado a crianças de qualquer idade, ainda mais de forma clandestina e furtiva.
A secretaria orienta os dirigentes escolares e os responsáveis de estudantes a fornecerem todas as evidências à Polícia e a prestarem queixa contra esse crime cibernético — a Diretoria de Informática já realiza a coleta dos dados do sistema Google Sala de Aula e os fornecerá aos investigadores.
Assim como espera que os responsáveis sejam prontamente identificados e punidos exemplarmente, na forma da lei.”
Fonte: G1DF



