Na primeira semana pós-primeiro turno, Bolsonaro tenta diminuir rejeição entre nordestinos. Lula destaca apoios e combate à desinformação
Candidatos à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) retomaram a ofensiva de anúncios nas redes sociais na primeira semana pós-primeiro turno. Os dados, reunidos entre 3 e 11 de setembro nas plataformas da Meta e do Google, apontam o candidato à reeleição focado em conquistar o público do Nordeste, enquanto o petista mantém a investida nos maiores colégios eleitorais do país.
Os concorrentes ao Planalto investiram mais de R$ 8 milhões em anúncios no Facebook, Instagram e YouTube durante a campanha para o primeiro turno. Assim como na reportagem anterior, Lula segue liderando o ranking.
O ex-presidente aplicou R$ 900 mil em publicidade nas plataformas. Os recursos foram voltados, principalmente, para os estados com maior número de eleitores: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. No último levantamento, a Região Sudeste também esteve no foco do ex-presidente.
A Região Nordeste virou ponto de atenção para a campanha depois do último 2 de outubro, quando Lula venceu em todos os estados nordestinos e apoiadores do presidente passaram a atacar eleitores com ofensas xenofóbicas. Bolsonaro também sofreu críticas ao associar taxas de analfabetismo na região com os votos no PT. Após toda a polêmica, o presidente passou a veicular propagandas direcionadas ao eleitorado do Nordeste tanto na tevê quanto na internet.
O presidente investiu mais de R$ 25 mil para impulsionar vídeos sobre a região. “Se o Brasil é Nordeste, somos todos ‘cabras da peste’”, afirma uma das peças. A campanha busca diminuir a rejeição entre o eleitorado e “virar voto” em estados dominados pelo PT. “Hoje, eu ganho um voto a mais pro Bolsonaro. Hoje, eu cumpro a missão do capitão”, diz os versos de um jingle.
Entre os conteúdos de Lula, destacam-se publicações em que o ex-presidente ressalta os apoios de Simone Tebet (MDB), terceiro lugar na corrida presidencial; de Ciro Gomes e o PDT; e do governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), reeleito no primeiro turno.
Os ataques ao adversário também são recorrentes nas publicações do petista. No Facebook, Lula investiu cerca de R$ 30 mil para impulsionar o vídeo no qual Bolsonaro diz que “comeria um indígena”. Além disso, o ex-presidente se empenha em combater desinformação e se aproximar do público evangélico. “O outro lado que prega arma, guerra, não pode ser de Deus”, diz um dos depoimentos.
Fonte: Portal Metrópoles



