Votação foi prorrogada até as 19h em urnas ainda abertas, e abstenção de 19,21% é a menor em 20 anos

Por: Redação SOS

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, determinou no fim da tarde deste domingo (25) a prorrogação da votação até as 19h nos locais onde as urnas permaneceram abertas após as 17h. A decisão atendeu a um pedido da coligação de Lula, que apresentou denúncias de falhas no transporte público em diferentes regiões do país. Zanin foi sorteado relator da ação.

Em complemento publicado ainda no domingo, o ministro esclareceu que a medida valia apenas para as seções ainda em funcionamento: onde a votação já havia sido encerrada às 17h, não houve reabertura. A totalização dos votos ficou temporariamente paralisada por causa da decisão e foi retomada após o fechamento das últimas urnas, com resultado consolidado às 23h26.

A prorrogação virou alvo de críticas da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que a classificou como “inaceitável” e disse que vai pedir a anulação da eleição.

Mesmo com as filas e as falhas de transporte relatadas, o comparecimento foi alto. A abstenção do segundo turno ficou em 19,21%, a menor em uma disputa presidencial desde 2006, quando foi de 18,99%, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral. O índice deste ano é 1,37 ponto percentual menor que o de 2022 (20,58%) e ficou abaixo também dos registrados em 2018, 2014 e 2010. Em relação ao primeiro turno deste ano (21,08%), a queda foi de 1,87 ponto percentual, em um movimento atribuído à mobilização das campanhas para levar às urnas os eleitores que faltaram em 4 de outubro.

Por Redação SOS Brasília – Rodrigo Albuquerque

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